SINOPSE:
Carlisle Cullen é um médico dedicado e bem sucedido. Sua vida e sua carreira são perfeitas... até que o pior acontece. Aos 30 anos ele se vê perdido e desorientado quando perde sua esposa que esperava um filho seu. Desde então ele se isolou do mundo, abandonou a profissão, ele deixou de viver caindo em uma profunda depressão.
6 anos se passaram e nada mudou, ele continua triste, deprimido, e vive apenas seus dias esperando morrer também. Tudo parece acabado para ele. Mas, oque ele não sabe é que um anjo seria enviado pra arrancar todo esse sofrimento e dor de sua alma. Será que é possível que esse milagre aconteça?Esse homem de coração puro e alma de anjo ainda terá grandes surpresas e viverá fortes emoções...
O sofrimento se torna amor...
...e um coração morto voltará a vida!
Capítulo 1.
PDV Bella
– Não se preocupem com nada, eu ficarei bem e virei visitá-los sempre que possível. - repeti mais uma vez aos dois.
Minha mãe Renné e meu padrasto Marcus.
– Eu sei filha, apenas sentiremos sua falta. - ela disse me abraçando apertado.
– Não se preocupe querida, Bella vai estar bem cuidada, e nós também podemos visitá-la. -disse Marcus e minha mãe praticamente o fuzilou com os olhos.
– Não se engane Marcus, é claro que não podemos visitar a Bella, aquele seu irmão deprimido não aceita visitas, nem sei oque você fez pra convencê-lo a deixar Bella morar na casa dele por um tempo... - mamãe estava certa, eu também não sei como ele concordou com isso. Não que eu me importe muito, afinal meu plano era alugar um Flat pra mim enquanto estivesse em Londres, não seria por muito tempo, apenas pouco mais de um ano.
– Ok, chega de drama Renné! Meu irmão pode ter lá seu jeito estranho e deprimido de ser, mas ele é um completo cavalheiro, e quando eu liguei pra ele pedindo que ele recebesse nossa filha em sua casa ele aceitou de imediato e me prometeu que ela seria muito bem recebida e que cuidaria dela. - Marcus saiu em defesa do irmão.
– Tudo bem querido, eu só me preocupo com a nossa garotinha. - que papo é esse de garotinha, minha mãe pirou só pode!
– Olha só, a conversa está ótima mas eu preciso mesmo ir ou o avião decola sem mim. Mãe eu não sou mais uma criancinha, sou uma mulher adulta e formada. E sim, virei vista-los, vou ligar todos os dias, e vocês dois cuidem muito bem um do outro. Eu amo vocês. - eu disse e abracei os dois, beijei e fui beijada por eles.
– Vai com Deus filha, boa sorte lá! - Marcus disse enquanto me abraçava forte. Eu sussurrei um "obrigada por tudo" e "se cuidem" mais uma vez, e finalmente segui pelo corredor onde me levaria ao avião.
Já no assento da primeira classe, perdida em pensamentos, relembrei vários acontecimentos de minha vida, principalmente os que me trouxeram até aqui.
A perda de meu querido pai - hoje já superada - foi a coisa mais difícil que me aconteceu. Apesar de ter se passado 16 anos, ainda doía. Mas de um jeito diferente agora. Após o trauma e a dor que sofri com esta perda, percebi o quanto minhas consultas ao psicólogo foram importantes pra esta superação.
Fazer terapia pra vencer a depressão me inspirou a encontrar minha vocação. Por isso escolhi psicologia. Ajudar outras pessoas a superar seus traumas, dores e medos, a se libertarem de seu sofrimento e conseguir caminhar, seguir em frente com suas vidas é a minha maior realização.
Eu amava meu pai Charlie, ele era um homem maravilhoso, Ele era chefe de polícia de Forks - Washington, onde morávamos e éramos muito felizes. Um dia a cidade que era tão calma passou por uma onda de assassinatos. Charlie como um bom chefe fazia seu trabalho de modo exemplar. Quando ele descobriu o assassino, toda a polícia do estado o perseguiu enquanto tentava fugir. Mas o que eles não sabiam era que havia dois assassinos e Charlie estava na mira de um deles. E a viatura de Charlie foi atacada com muitos tiros, todos os policias que estavam com ele morreram na hora. Charlie foi atingido mas resistiu por tempo suficiente de matar esse assassino enquanto do outro lado do estado prendiam o segundo assassino.
Ele foi levado ao hospital, foi baleado no peito e no abdome, passou por cirurgia mas infelizmente era tarde demais, ele teve uma forte hemorragia e morreu no hospital. Seu funeral teve todas as honras militares, eu e minha mãe fomos amparadas pelos seu colegas... mas nada disso poderia nos consolar. Ele jamais voltaria pra nós.
Sempre lembrei de meu pai como um grande herói, que deu sua vida pra proteger outras pessoas, inclusive nós duas.
Após sua morte vivemos períodos de dor e muita tristeza. A saudade nos consumia e pra mim beirava a loucura. Eu era tão pequena, tinha apenas 10 anos e perdi meu pai, meu amigo, meu herói... Fiquei meses em depressão, não ia mais a escola, não falava com ninguém, não comia direito, só chorava e desejava morrer também.
Fui tão egoísta achando que meu sofrimento era o maior de todos, quando na verdade minha mãe era quem mais sofria. Ela perdeu o marido, seu companheiro, e ainda precisava lidar com um filha deprimida. Foi pensando assim que eu parei de me encolher na minha bolha de tristeza e aceitei a ajuda de minha mãe. Ela me levou ao psicólogo e fizemos terapia juntas. Incrivelmente eu melhorei. Após alguns meses, apenas eu fazia terapia uma vez por semana e achava o máximo. Meu psicólogo, dr. Daniel era mesmo muito competente, e acabou se tornando um amigo pra mim, jamais me esquecerei dele.
Já recuperada, mamãe e eu nos mudamos para Nova Iorque 2 anos depois. Moramos um tempinho na casa da Sue, irmã de Renné, também viúva, ela tinha um filho da minha idade mais ou menos, o Jacob. Nos demos bem e ficamos uns meses na casa deles, até que minha mãe encontrou um apartamento pra nós duas, Com o dinheiro da venda da casa de Forks e dos carros, compramos um bom apartamento em Nova Iorque.
Nos mudamos e nos adaptamos muito bem, eu já ia pra uma escola nova, Renné conseguiu um emprego em uma empresa, apesar de não precisar, pois Charlie deixou uma gorda pensão para ela e uma poupança pra mim, mas dona Renné não conseguia ficar parada.
Um ano após nossa mudança, Renné conheceu Marcus Cullen, o dono da empresa. Os dois se apaixonaram e no começo eu não aceitei muito bem o relacionamento deles. Além dele ser muito rico e eu ter medo de ele só querer brincar com os sentimentos da minha mãe, eu pensava que ela estava traindo a memória de meu pai. Mas com o passar do tempo eu notei que as intenções de Marcus eram sérias, pois eles logo ficaram noivos. Eu via o cuidado e o amor que ele tinha por Renné, e o quanto a fazia feliz. Ver minha mãe feliz outra vez me deixou feliz também, e então aceitei Marcus como meu padrasto, mas logo o via como um pai. Ninguém jamais tomaria o lugar de Charlie na minha vida, mas todo o amor que eu sempre dei a o meu pai agora poderia dividir com Marcus também, que se casou com minha mãe, me amava como filha e assim formamos uma família feliz. Eu aprendi a amá-lo e respeitá-lo como um verdadeiro pai. E tudo oque sou hoje, devo a ele.
Não digo apenas pela excelente condição financeira que temos, ele me deu tudo oque um pai tem vontade de dar a seus filhos. Amor, carinho, educação, valores morais, minha faculdade, apartamento, meu consultório... enfim, sempre fez tudo por mim, e eu seria eternamente grata a ele por tudo. Principalmente por seu amor.
Eu passaria minha vida agradecendo a ele por isso, e a cada dia iria me esforçar ao máximo para retribuir todo esse amor e orgulho dele por mim. E agora mais do que nunca, pois mais uma vez estou em busca de realizar mais um sonho: estudar em Oxford e ampliar meu conhecimento em Psicologia. Fiz um juramento e vou cumprir, onde houver uma pessoa precisando de ajuda, de meus serviços, eu o faria da melhor maneira possível.
Após horas relembrando toda a minha vida até aqui, pouco antes do avião pousar, encontrei um bilhete, ou melhor uma carta no bolso de meu casaco. Quando abri o papel dobrado reconheci a letra de Marcus.
"Querida Bella, minha filha amada.
Mais uma vez digo a você o quanto a amo e o orgulho que tenho por você. Não apenas pela pessoa que és, ou pela carreira brilhante que tens, mas principalmente pelo seu coração.
Vejo em ti uma pureza de alma que compara a um anjo, e agradeço Deus todos os dias por me permitir encontrar sua mãe e você. Duas pessoas incríveis e tão raras.
Sei o quanto sua profissão significa pra você, e sei também que o maior objetivo é ajudar pessoas, resgatá-las da dor da escuridão de seu sofrimento.
E é como um pai cheio de amor e um irmão cheio de esperança que lhe faço esse pedido:
Meu irmão Carlisle, com quem você irá conviver enquanto estiver em Londres, ele sofre de uma depressão terrível, você bem sabe a história dele. Assim como você ele perdeu quem mais amava, e deixou de viver quando Esme morreu. Ele é um bom homem, a única família de sangue que me restou, e me dói muito que ele siga o caminho da dor e se auto-destrua. Meu maior sonho é vê-lo feliz outra vez, ou pelo menos vivendo de verdade.
Minha querida, ajude ele. Você é uma profissional maravilhosa, e tenho fé que podes ajudá-lo de alguma forma. Sei que será difícil, mas não será impossível, só quem passou a mesma dor que ele irá saber como fazer pra despertar um coração sofrido e trazê-lo de volta.
Querida filha, encare isso como a missão de sua vida, e tenha fé em si mesma, sei que você é capaz.
Fale com Helga, ela irá te ajudar se precisar. Que Deus seja contigo minha filha, sei que algo de muito bom e muito bonito te aguardam em Londres. Você merece toda a felicidade do mundo.
Te amo muito minha filha, e desde já agradeço a você por tentar!
Um beijo, Marcus Cullen".
Dobrei a carta e a guardei em meu bolso, Fiquei parada por um tempo absorvendo tudo isso, as palavras de meu pai ecoando em minha mente. Ajude ele... meu maior sonho é vê-lo feliz outra vez...
Resumidamente sabia da história de Carlisle Cullen seu irmão, sabia que ele era o maior neuro-cirurgião da Inglaterra, e sua esposa Esme estava grávida quando morreu de parada cardio-respiratória devido a uma doença viral. Ele abandonou a medicina, vivia recluso em sua casa, não queria ver ninguém...
Confesso que algumas vezes pensei nele, quando Marcus falou dele a primeira vez, senti compaixão por ele.
Afinal Marcus tinha razão, eu também já me senti assim como ele.
E Carlisle ainda é muito jovem, tem toda uma vida pra viver. Segundo meu pai, ele é apenas 10 anos mais velho que eu, então está com 36 anos ainda. Realmente muito jovem, uma pena que não tenha conseguido se reerguer.
Tantas coisas passando por minha cabeça nesse momento... como psicóloga eu sei que terapia é fundamental para a recuperação de alguém em depressão. Principalmente pelo fato que, dependendo do grau e tipo de depressão, pode acarretar algum outro distúrbio, como a síndrome do pânico, que precisa ser tratada com medicamentos e acompanhamento psiquiátrico.
O principal é que o paciente deprimido aceite o tratamento, é o primeiro passo para a cura. Segundo Marcus, Carlisle nunca aceitou ajuda e por isso se fechou em copas dessa forma.
Eu jamais negaria um pedido de meu pai Marcus. E claro, farei o que eu puder pra ajudar seu irmão, mas antes ele precisa aceitar ser tratado, ser ajudado. E eu não posso simplesmente chegar e impor isso a ele. Como eu ia convencê-lo eu não fazia ideia, mas como tudo na vida, o avanço será com um passo de cada vez, antes eu preciso conhecê-lo.
Era isso, vou conhecer, convencer e seja o que Deus quiser!
O avião pousou no aeroporto Heathrow de Londres, ás 14:35 hs. E ao sair do avião, de repente me senti diferente... eu nunca estive em Londres, mas senti como se estivesse em minha própria casa. Um sentimento de paz me tomou, e um sorriso surgiu em meu rosto! Isso devia ser um presságio de que minha estadia nessa cidade me traria muitas alegrias...
Capítulo 2.
PDV BELLA
É claro que eu sabia que alguém iria me buscar no aeroporto, pois meu querido pai fez questão de garantir isso. Viria a Helga, governanta de Carlisle e o motorista.
Assim que peguei minhas malas e me virei em direção ao saguão do aeroporto, vi uma senhora baixinha aparentando ter uns 50 anos, usava um vestido florido e um casaco branco, seus cabelos presos em um coque, muito bonita até. Ela segurava uma espécie de plaquinha onde deixava evidente o meu nome. Eu corei de vergonha, eu parecia mais uma criança perdida e não uma adulta que pode muito bem se virar sozinha.
Enfim, caminhei até ela com o meu carrinho de bagagens.
– Helga? - perguntei e ela me olhou meio surpresa.
– Vo...você é a srta. Swan? Digo, Isabella Swan a filha do sr. Marcus Cullen? - ela perguntou ainda surpresa.
– Sim, sou eu mesma! Como vai, é um prazer conhecê-la. - eu disse enquanto a abraçava, ela ficou meio sem jeito mas me abraçou de volta.
– O prazer é todo meu Srta. Isabella, seja bem vinda! - ela disse parecendo tímida, enquanto me olhava clinicamente.
– Por favor Helga, me chame de Bella, apenas Bella e nada de formalidades. E muito obrigada por me recepcionar. - eu disse segurando sua mão, e dessa vez ela abriu um grande sorriso.
– Imagina querida, o sr. Cullen fez questão que viéssemos. Bem, em outros tempos ele mesmo teria vindo buscá-la, cavalheiro como sempre foi... - ele suspirou parecendo triste - ...mas, como está querida fez boa viagem?
– Oh sim, fiz uma boa viagem, apesar de estar um pouco nervosa e até insegura. Tem certeza de que não haverá problemas se eu ficar na casa de Carlisle? Quer dizer, eu não quero incomodar e nem impor minha presença, e se ele preferir eu até posso ir pra um hotel e depois procuro um apartamento pra alugar, eu... - fui interrompida por ela.
– Bella, querida se acalme, - pediu Helga pegando em minhas mãos - Minha querida, o sr. Cullen irá recebê-la em casa com muito gosto. Sei que isso tudo sobre a depressão dele é bem complicada, mas ele está confortável em ter você como hóspede. Na verdade desde que seu pai ligou e falou com ele sobre você, ele até parece mais animado. - enquanto ela falava eu abri e fechei a boca algumas vezes tentando absorver essa informação.
– Bom, isso é... é um grande alívio pra mim. - ela apenas sorriu e finalmente saimos para o estacionamento onde o motorista nos esperava.
Chegando lá, Helga me conduziu até o carro e logo eu vi o motorista encostado na lateral do carro.
– Emmett querido, esta é a srta. Swan, filha do sr. Marcus e portanto "sobrinha" de Carlisle. - ela disse de um modo divertido, e eu acabei rindo com o sobrinha!
Olhei para o homem a minha frente, um rapaz lindo, alto... tipo, muito alto mesmo e forte... forte de verdade, ele mais parecia um urso, mas apesar de todo esse tamanho ele trazia uma um aparência um tanto... infantil talvez... aparentava ter um jeito brincalhão.
– É um grande prazer conhecê-la srta. Swan, sou Emmett McCarty, ás suas ordens. - ele pegou gentilmente minha mão com sua mão grande demais e deu um beijo leve. Seria cômico se eu não tivesse achado isso tão fofo.
– O prazer é todo meu Emmett, e por favor, me chame de Bella. Você é muito gentil e simpático, tenho certeza que vamos nos dar muito bem. - eu dei uma piscadinha de lado pra ele que abriu um imenso sorriso.
Ele guardou as malas no carro, abriu a porta e entramos. Com o carro já em movimento começamos a conversar. Eu observava a cidade enquanto Helga me indicava o nome dos lugares, as vezes Emmett ria de alguma coisa e eu ria junto, eu sabia, seremos grandes amigos, me identifiquei com ele logo de cara.
O clima estava bom dentro do carro, apesar do meu nervosismo. Adorei Hela, adorei Emmett, e apesar de saber que Carlisle está mais sociável, não consigo conter a ansiedade de conhecê-lo e saber diretamente dele se ele está confortável com minha hospedagem em sua casa ou não. Mas como meu pai disse, que Deus esteja comigo e me ajude.
Algum tempo depois o carro parou em frente a uma mansão enorme e linda toda branca. O portão automático bem alto se abriu e entramos indo direto para a garagem. Descemos do carro e Emmett pegou minhas malas e foi na frente as levando para onde seria meu quarto, Helga pegou minha mão e entramos na casa.
Quando chegamos na sala, me surpreendi como era linda. Tão clara, ampla e arejada. Os móveis em tons claros e bem modernos, mas algumas coisas mais antigas e muito elegantes. Quadros de muito bom gosto, uns mais modernos outros abstratos... Enfim, tudo ali era perfeito, toda a decoração. Uma parede inteira feita de vidro era o grande diferencial da sala, e ao lado de fora ficava um lindo jardim todo florido e com um pequeno chafariz no centro. Fiquei encantada.
Helga me levou pra conhecer a casa toda. era tudo muito lindo, elegante, bem decorado, eu apenas conseguia elogiar a tudo.
Chegamos ao meu quarto e ela me ajudou a desfazer as malas e guardar tudo no closet. O quarto seguia a decoração padrão do resto da casa, paredes claras, móveis modernos, e a cama era bem grande e confortável, com uma linda colcha rosa. Na parede de fundo da cama que era de um rosa delicado, havia um quadro muito bonito, de cores alegres, a janela era bem grande com cortinas rosa claro, ao lado haviam portas duplas que levava a uma pequena sacada onde se podia ver toda a extensão da propriedade e dava uma vista panorâmica do lindo jardim.
No quarto havia também uma TV LCD na parede, um aparelho de som e DVD, duas poltronas cor de rosa e um pequeno mas espaçoso sofá de frente para a TV. No criado mudo um abajur e ao lado um telefone. Havia outra porta ali, que era do banheiro, aliás, um senhor banheiro. Tão grande, com uma banheira no centro, os detalhes em rosa, e já estava totalmente abastecido com uma grande variedade de produtos de higiene. Era tudo muito luxuoso, estava me sentindo uma princesa. Nem sei se merecia tanto.
Terminamos de arrumar tudo e agradeci a Helga, ela disse que me deixaria desancar um pouco e que na hora do jantar ela viria me chamar.
Foi só aí que notei que em cima de uma cômoda que ficava próxima a janela, havia um vaso lindo de cristal também rosa com lindas flores... eram begônias e peônias e com algumas rosas cor de rosa, minhas flores favoritas. Ao lado do vaso havia um envelope branco, eu o peguei e tirei o bilhete de dentro e arfei. Com uma letra muito elegante estava escrito:
" Isabella,
Seja bem vinda!
Desculpe por não estar presente para recebê-la , mas saiba que é com grande alegria que a recebo em minha casa que agora é sua casa também.
Quero que fique a vontade, a casa é sua!
Logo mais nos veremos e eu finalmente poderei conhecê-la. Até o jantar.
Carlisle Cullen".
Fiquei ainda um tempo olhando o papel em minhas mãos que tremiam.
Meu Deus que homem mais gentil... ele deixou flores pra mim, escreveu um bilhete... isso realmente me surpreendeu. Minha curiosidade em vê-lo só aumentou. Agora eu posso relaxar um pouco, afinal não será desagradável para ele me ter em sua casa.
Bem, daqui a pouco já seria a hora do jantar e Helga viria me chamar.
Guardei o bilhete, cheirei as flores e sorrindo como boba fui em direção ao espelho me avaliar. Susto! Eu estava completamente descabelada e com uma aparência horrível.
Preciso dar um jeito nisso... e urgente!
Capítulo 3.
PDV BELLA
Por que, por que eu estou tão nervosa pra isso? É tão algo simples, apenas conhecer uma pessoa, pô Bella, você faz isso todos os dias... conheço gente nova todo dia mesmo. Novos pacientes, e olha que tem cada um... não deveria ficar tão apreensiva.
Ele é irmão do meu pai, ele é irmão do meu pai! Fiquei repetindo isso em minha mente como um mantra. Afinal, como Helga mesma disse ele estava animado com a minha vinda para Londres, em ficar na casa dele, ele mesmo disse no bilhete que estava alegre em me ter aqui, então não havia motivos pra me preocupar.
Ao menos pude relaxar um pouco, durante o banho dentro da banheira, a água quente e perfumada desfez um pouco dos nós de meus músculos tensos. Agora é só me arrumar e descer para a sala de jantar e logo essa tensão boba vai passar.
Escolhi uma roupa simples mas bonita, nada muito exagerado, só um vestido básico cor de vinho até a altura dos joelhos, com um discreto decote, sandálias pretas, fiz uma boa escova em meus cabelos os deixando impecavelmente lisos, fiz uma maquiagem leve, usei meu perfume favorito. Me olhei no espelho e gostei do que vi. Estava bonita!
Estava colocando os brincos quando ouvi duas batidas na porta. Deve ser Helga pra me chamar para o jantar.
– Já estou indo. - eu respondi e fui andando em direção a porta, já estava pronta mesmo, já ia descer junto com a Helga. Abri a porta.
– Oi Helga, eu... - Oh Meu Deus! Parei de falar na hora. E meus olhos se prenderam aos olhos que agora me olhavam tão intensamente... Tão verdes e brilhantes, como duas esmeraldas.
As palavras fugiram, meu coração martelava em meu peito e meu corpo todo flutuava. Não sei por quanto tempo permaneci nesse estado, estava completamente entorpecida por uma sensação que ainda não sabia explicar, não posso nem dar um nome pra oque estou sentindo nesse momento. Comecei a ficar tonta, acho que porque eu esqueci como respirar.
Meus olhos finalmente se moveram e então pude olhar melhor o rosto do anjo que bateu á minha porta. Seu rosto meigo e angelical, de traços marcantes e perfeitos, seus cabelos loiros... era um verdadeiro deus grego bem na minha frente. Eu já não sabia oque era pensar... nem como piscar.
– Boa noite Isabella. - o anjo falou pela primeira vez me tirando da minha inércia, e aquela voz doce e suave me fez sentir borboletas em meu estômago.
– Bo... boa noite, eh, eu... - eu acho que nunca gaguejei tanto na vida, e ele deu um pequeno sorriso mas que fez meu coração disparar.
– Desculpe por minha indelicadeza, não me apresentei a você. Sou Carlisle. - ele disse com a voz mais doce, era como a mais linda melodia.
– Oh, é um grande prazer conhecê-lo. - eu disse e ele riu de lado e me estendeu a mão educadamente. Eu peguei sua mão e senti um choque elétrico percorrer meu corpo, seu aperto firme e ao mesmo tempo tão suave, a textura de sua pele era ... nem tem explicação pra isso. Só sei que seu toque me deixou quente.
– O prazer é todo meu Isabella... - ele disse e afastou a mão da minha colocando-as no bolso, inexplicavelmente eu me senti vazia, seu toque me fazia falta.
– Bella, me chame apenas de Bella. - eu consegui sorrir um pouquinho tentando disfarçar as coisas estranhas que sentia.
– Bella. - ele disse rindo e eu ri também. Mas ouvir meu nome sendo pronunciado por ele me causou mais reações estranhas.
– Então Bella, vim buscá-la para jantar, ainda não a tinha visto e quis conhecê-la, afinal ainda devo me desculpar por não tê-la recepcionado como deveria. - ele disse e notei que ele ficou meio sem graça.
– Não, tudo bem, eu fui muito bem recebida por todos, e por você também, aproveito para agradecer pelas flores e pelo bilhete, são lindas, minhas favoritas... obrigada. - eu disse um tanto emocionada.
– Fico feliz que tenha gostado, a propósito, se me permite dizer, está lindíssima Bella. - Nossa, eu agora parecia um tomate, senti meu rosto ficar quente. Mas adorei o elogio, e ele continuou.
– Ou melhor, você é linda Bella, e bastante jovem também. - ele tentou dizer de uma forma descontraída mas notei o nervosismo em sua voz.
– Oh, eh... obrigada, é muita gentileza sua. Se me permite dizer, acho o mesmo de você. - na verdade eu queria dizer lindo, maravilhoso, divino... - e ele riu.
– Agradeço ao elogio Bella, apesar de não concordar muito. - e mais uma vez aquele sorriso torto dele me tirou o ar.
– Bom, se você não se acha bonito então não se vê com muita clareza. - eu disse em um tom que o convencesse de sua beleza, afinal como ele pode discordar se é o homem mais lindo que já vi?
– Ok, oque acha de irmos jantar agora? Aposto de já estou muito corado e não quero envergonhar você. - ele disse realmente corado e sorrindo. Eu ri também e concordei.
– Sim, podemos ir jantar agora.
E nós fomos juntos para a sala de jantar, lá estavam Helga e Emmett nos esperando.
– Boa noite srta. Bella, por favor sente-se, já vou servir o jantar.
– Obrigada Helga, boa noite! Boa noite Emmett.- eu disse enquanto me sentava á mesa.
– Boa noite Bells. - Emmett disse piscando pra mim. Hã? Eu perdi alguma coisa? Emmett já me chamou por um apelido? Eu amei, e me lembrei que meu pai Charlie me chamava assim.
– Emmett, não sabia que você já estava assim tão íntimo de Isabella. - Carlisle falou meio... estranho.
– Sr. Cullen, Bella e eu seremos grandes amigos. - disse um Emmett sorridente e piscou mais uma vez pra mim.
– Com certeza Emm! - eu disse e ele sorriu largamente. Eu sorri também.
– Bem, acho que já chega de apelidos antes que alguém resolva me dar um também. - falou Carlisle e todos rimos.
Durante todo o jantar eu não conseguia parar de olhar pra ele e sorrir. Quem diria que Carlisle Cullen, irmão de meu pai, seria esse homem tão jovem e divinamente lindo?
O jantar foi muito bom, a comida deliciosa, a conversa entre nós quatro fluía bem. Estava tudo ótimo! Eu sorria como boba toda vez que Carlisle me olhava ou falava comigo, também quando me explicou que Helga é como uma mãe para ele e Emmett como um irmão mais novo, que eles jamais seriam tratados como empregados, mas sim como membros da família. Aquilo me emocionou tanto...
De vez em quando eu o pegava me olhando, e seu olhar era enigmático pra mim. Eu não sabia oque era, mas ele parecia querer me dizer algo. Após o jantar fomos para a sala e iniciamos uma conversa muito boa.
Carlisle queria saber do irmão, como iam os negócios da família... eu sabia que ele era sócio das empresas juntamente com Marcus, e que devido a sua condição ele havia passado o controle de tudo para meu pai, que sempre fez questão de arcar com todas as responsabilidades e que fielmente destinava toda a parte de lucros de seu irmão, como era de seu direito.
Ele quis saber a história de minha mãe com Marcus, e claro eu contei alegremente, exceto na parte em que tive de contar que ela era viúva e consequentemente havia perdido meu pai quando era criança. Isso pareceu mexer com Carlisle. Então resolvi não aprofundar o assunto, ainda era cedo demais pra isso.
– Fico muito feliz por ele, Marcus é um homem excelente, merece tudo de melhor, e se sua mãe o faz feliz, desejo que eles sejam cada vez mais felizes juntos. - Carlisle disse sincero.
– Você também merece! - eu disse sem pensar, na verdade não era pra ter dito, mas acabei pensando em voz alta. Notei ele ficar tenso. Rapidamente ele mudou de assunto.
– Bella, me fale um pouco de você, de sua carreira, gostaria de saber mais... vamos passar um tempo juntos e será bom nos conhecer melhor... ainda que eu seja um pouco ausente gostaria de ajudá-la se precisar. - eu fiquei sem palavras com tal reação dele, mas me alegrou muito saber que ele queria conhecer algo sobre mim.
– Bem, eu não sei por onde começar...- ele riu me interrompendo.
– Sem querer parecer curioso, pode começar dizendo a sua idade. Não quero ser indelicado mas estou realmente intrigado. - ele riu corado.
– Ok, bem tenho 26 anos. - ele pareceu surpreso.
– É bem jovem mesmo, mas aparenta ter menos idade ainda. - ele disse me elogiando e eu agradeci.
Continuei a falar de minha profissão. Falei da época de faculdade em Dartmouth, falei da formatura, do meu consultório em Nova Iorque, meus pacientes, só não entrei em detalhes pra não constranger ele, afinal em meu trabalho eu lido com pessoas deprimidas.
– É realmente impressionante Bella, uma moça tão jovem já é uma profissional tão competente e talentosa. Fico curioso, oque a levou a escolher a Psicologia? - e aí eu fiquei sem saber oque fazer, como falar... Inevitavelmente eu agora precisava falar do meu trauma, minha experiência de perder alguém que amo muito... mas também temia despertar nele as suas próprias lembranças dolorosas. Tentarei ir com cuidado.
É agora!
Capítulo 4.
PDV BELLA
– Bem eu... - hesitei por um momento pensando na melhor maneira de falar e ele pareceu notar algo.
– Se você não quiser falar sobre isso não tem problema. - ele disse parecendo preocupado, mas é muito fofo mesmo.
– Não, tudo bem eu quero sim, é que a história é um tanto longa mas vou tentar resumir pra você. - e ele sorriu. Ah, esse sorriso... mais uma vez eu suspirando por seu sorriso.
– Quando eu tinha 10 anos, exatamente 1 mês após meu aniversário de 10 anos, eu perdi meu pai Charlie. Nós morávamos em Forks - Washington, e meu pai era o chefe de polícia da cidade. Um homem maravilhoso e o melhor policial do estado. Minha mãe trabalhava em uma empresa de Fast-food da cidade, eu ia á escola, tinha meus amigos... nos fins de semana meu pai nos levava pra sair, a gente acampava, pescava juntos, fazíamos curtas viagens sempre... enfim, éramos uma família muito feliz e eu amava demais o meu pai. Ele era meu herói, meu ídolo... muitas vezes eu dizia a ele que quando fosse adulta seria uma policial como ele, minha profissão já estava escolhida mesmo ele não concordando, ele dizia que ser policial era muito perigoso... que ironia.
Então, tudo era perfeito até que um dia Forks que era uma cidade tranquila passou por uma onda de assassinatos, e meu pai como um excelente chefe assumiu o caso.
Foram meses de investigação até que descobriram o assassino. Toda a polícia do estado o estava perseguindo, prestes a prendê-lo quando eles foram surpreendidos por um segundo assassino, sim eram dois. Em uma emboscada, os policias foram atacados a tiros e muitos deles morreram, inclusive meu pai. Mesmo baleado, Charlie conseguiu matar um enquanto o restante dos policias conseguiu prender o outro. - não pude evitar que uma lágrima caísse de meus olhos, as lembranças ainda mexiam muito comigo.
– Bella, eu sinto muito de verdade. Sei muito bem a dor que é perder quem mais amamos. - Carlisle disse com a voz embargada e desviou o olhar, mas antes eu vi lágrimas em seus olhos de esmeralda.
– Sei de sua perda Carlisle, e também sinto muito. A vida as vezes é bem dura com a gente, não é? - eu não queria tocar no assunto, mas a resposta dele me pegou de surpresa.
– Pra falar a verdade, há muito tempo eu não sei mais oque é ter uma vida. - ele disse e sua voz era fria como gelo, sofrida. Suas palavras duras mostravam a sua dor e sofrimento, achei melhor não responder a isso pra não deixá-lo desconfortável.
– Bom, como você pode imaginar, foram tempos muito difíceis pra mim e minha mãe. Conviver todos os dias com a dor e a saudade não foi nada fácil. Eu era apenas uma criança, tinha coisas que eu não entendia direito, e perder meu querido pai assim foi terrível. Tão terrível que entrei em depressão. Fiquei um bom tempo isolada, não queria sair nem ver pessoas... eu não comia, não saía do quarto. Eu só chorava e queria morrer também. Minha mãe ficou desesperada e não sabia mais oque fazer. Até que um dia, meses depois, eu percebi que mesmo sofrendo eu era capaz de pensar, algo que tentava não fazer, pois só oque eu fazia era me lembrar do meu pai e sentir ódio de quem o matou. Então eu comecei a pensar em minha mãe, no quanto ela também estava sofrendo, que eu não era a única. Então me toquei que, para ela tudo era ainda mais difícil. Perder o marido, o homem que amava que era seu companheiro, e ainda tinha uma filha para criar... filha que estava sendo egoísta em não apoiar a mãe, dar amor e carinho no momento em que ela mais precisava. Isso me envergonhou muito, e eu finalmente consegui sair de meu estado "vegetativo" e juntas, minha mãe e eu nos apoiamos.
Fizemos terapia juntas, fiquei meses me tratando com um psicólogo. Ele me ajudou muito, se tornou um amigo pra mim, e graças a ele eu aprendi e aceitei que, todos nós temos a nossa hora certa de partir. E quem fica sofre, sente saudades, dói muito, mas a vida segue. Devemos sempre nos lembrar de quem se foi com muito carinho, e saber que se eles estivessem aqui estariam vivendo, lutando dia a dia para ser feliz e nos fazer feliz, e é isso oque eles querem pra nós. Que continuemos a viver. Nós não podemos voltar depois que partimos, mas cada dia é uma nova chance de recomeçar a nossa vida. Eu coloquei em minha mente que, se meu pai pudesse me ver de onde ele está, estaria muito triste por mim, por não querer mais viver, por sofrer e deixar de lado tudo oque ele me ensinou, que ele não estaria em paz por isso... e foi assim que eu superei a perda, mas o amor e saudade continuam a existir só que agora conseguimos suportar. E foi por isso que escolhi a Psicologia como profissão, para ajudar outras pessoas deprimidas, seja qual for o motivo, essa é minha verdadeira vocação e sou muito feliz no que faço. – eu terminei de dizer e não estava preparada para a reação que ele teria a seguir.
– Bella, eu... - e ele não resistiu, começou a chorar um tanto contido, mas aquilo me perturbou e sem pensar em nada fui até ele e me aproximei de vagar ele estava sentado no sofá e eu sentei ao seu lado, coloquei uma mão em seu ombro e fiz um carinho, ele estremeceu um pouco quando o toquei mas não me intimidei, num ímpeto eu o abracei. Com todo o receio que eu sentia pensei que ele se afastaria, mas fui pega de surpresa quando ele me abraçou de volta, um abraço forte e sem conseguir conter mais ele chorou... chorava e soluçava descontroladamente. Eu o aconcheguei mais em meus braços e afagava suas costas, ele deitou a cabeça em meu ombro e sussurrava pra ele que estava tudo bem, que ele precisava mesmo pôr toda essa dor pra fora e foi oque ele fez.
Ficamos assim por muito tempo, até que ele se controlou, o choro foi diminuindo e ele pudesse falar.
– Bella, me...desculpe...eu... - ele dizia em meio aos soluços.
– Está tudo bem Carlisle, apenas desabafe, você precisa aliviar seu coração, estou aqui e pode contar comigo. - enquanto eu falava ele chorava agora em silêncio, e eu afagava seu rosto, fazia carinho em seus cabelos. Ele tentava falar alguma coisa, mas não conseguia. Mas aos poucos ele foi relaxando. Continuei a consolá-lo e não pude deixar de me sentir entorpecida com o cheiro dele. Tão próximo a mim, seu corpo forte abraçado ao meu... seu cheiro doce e tão másculo ao mesmo tempo me fazia perder a noção de quem eu era.
Por fim ele se acalmou e nos separamos, mais uma vez a sensação de vazio me tomou. Ele olhou pra mim, seus olhos vermelhos e inchados pelo choro intenso.
– Bella, eu nem sei oque dizer - sua voz era rouca - eu apenas peço perdão a você por meu descontrole e por assustar você, mas é que... eu nunca havia pensado nas coisas da forma que você disse, e também pela saudade que eu sinto... dela. - e mais uma lágrima escorreu de seus olhos, eu limpei com meus dedos e passei a mão por seu rosto glorioso, mesmo com a expressão tão torturada ele era lindo demais. Hora da psicóloga Swan entrar em ação!
– Carlisle, ninguém além de você jamais vai saber ou compreender a dor que você sente por perder o grande amor da sua vida e seu filho. Por mais que o tempo passe você nunca vai esquecer ou deixar de amá-los. Mas toda essa dor e essa angustia que você aprisionou dentro de você não vai fazer com que as coisas sejam diferentes, e não irá trazê-los de volta. Você precisa tirar isso do seu coração, seguir a diante e parar de se culpar, porque você não teve culpa de nada. - ele pareceu surpreso de repente.
– Co.. como sabe que eu me culpo? Eu nunca disse isso a ninguém. - ele falou bastante curioso.
– Não precisa dizer nada, está estampado em seu rosto, na sua expressão, em seus olhos... Carlisle, foi uma fatalidade.
– Mas Bella, eu era médico... entende isso, um médico que não foi capaz de salvar a própria esposa... isso é imperdoável - ele quase gritou.
– Não sei os detalhes e nem precisa me dizer, mas até onde meu pai me falou Esme teve uma doença viral e morreu por complicações devido a doença... onde é que está a sua culpa nisso? - sei que posso estar sendo dura com ele, mas ele precisa enxergar os fatos.
– Eu... eu não... eu não sei. - ele finalmente se deu por vencido. - Mas ainda que eu não seja culpado por isso, não consigo me perdoar Bella.
– Simples, se não há culpa, não há oque perdoar. Oque você precisa mesmo é superar, se permitir superar para então prosseguir sua vida. Sim vida, por mais que você a rejeite você está aqui vivo e tem que aproveitar isso. Se Esme estivesse aqui, gostaria disso, de vê-lo feliz outra vez. - eu disse e ele pareceu se emocionar.
– Bella, eu... eu não sei se consigo. Dói muito, muito mesmo. Eu a perdi e nem pude conhecer meu filho... ele ainda era um feto apenas, mas eu já o amava tanto.
– Mais um motivo pra você se apoiar e superar... pense que seu filho gostaria de ter um pai forte, quem ele admiraria, seria um herói pra ele. Nós sempre sentimos isso quando temos nossos sonhos interrompidos, eu entendo você, mas Carlisle, temos tão pouco tempo aqui... se os que se foram pudessem ter uma segunda chance eles iriam viver... intensamente, sem perder tempo com nada. Apenas viva Carlisle, se não for por você que seja em memória e homenagem aos que você ama. - ele pareceu surpreso com isso também.
– Eu nunca me permiti recomeçar Bella porque não sabia como fazer isso, não via razões para isso... eu sei que Esme não deve estar nada feliz em me ver assim, mas não consigo evitar. Minha vida perdeu o sentido quando ela se foi, e não havia ninguém pra me ajudar.
– Mas e quanto a Helga? Emmett? Seu irmão Marcus? Tenho certeza que todos teriam ajudado se você permitisse.
– Bella, cada um tem sua própria vida, eu não poderia pedir que eles se afundassem junto comigo, não poderia arrastá-los ao meu sofrimento, seria muito mesquinho de minha parte.
– Mas e quanto a procurar ajuda profissional como eu fiz? Você é médico, não seria difícil encontrar um bom psicólogo.
– Eu era médico, não sou mais. E de qualquer forma Bella, eu quis me fechar assim, sem permitir que ninguém se aproximasse. Você está certa em dizer que o tempo passa e descobrimos que podemos pensar... e foi oque fiz. Pensei muito, muito mesmo e aos poucos fui melhorando. Eu não sei se um dia ficarei bem de novo, mas a prova de que estou melhor é que estamos hoje aqui conversando. - ele disse e deu um pequeno sorriso.
– Fico feliz que esteja melhor, já é um grande avanço. Respeito muito tudo oque você sente, e agradeço por você ter tido a confiança de desabafar comigo, afinal sou apenas uma estranha... mas saiba que você pode contar comigo, para qualquer coisa. Quero muito te ajudar Carlisle, se não for como psicóloga, que seja como uma amiga. - eu olhei em seus olhos ao falar isso, ele me olhou de volta e pegou minhas mãos.
– Bella, se alguém tem que agradecer algo sou eu. Obrigado por toda a atenção, por me ouvir e consolar. Apesar de ainda doer, me sinto um pouco mais leve. E você tem razão Bella, sozinhos não podemos nada. E será uma grande honra tê-la como amiga. E você não é nenhuma estranha Bella, é como filha para meu irmão, portanto você é da família... além do mais, sei que nos conhecemos apenas hoje, mas tenho a impressão que nos conhecemos a anos. - foi impressionante a intensidade com que ele disse isso.
– Obrigada Carlisle, e é interessante que eu sinto o mesmo por você. Obrigada pela amizade, prometo não decepcionar você. Estou muito feliz em estar aqui e prometo te ajudar sempre, da forma que você permitir. - eu disse e ele de repente me abraçou, um abraço cheio de carinho.
Eu o abracei de volta e não podia negar, estar envolta por seus braços fortes, aconchegada em seu peito era a melhor sensação do mundo... Seu abraço é o lugar onde meu coração escolheu pra ficar.
E um conflito de sentimentos se formou dentro de mim...
Capítulo 5.
PDV Carlisle
Mais um dia... mais um longo e inútil dia. Por que ainda continuo vivo? Por que todos os dias sou obrigado a acordar, abrir os olhos, a respirar?
Por que diabos meu maldito coração insiste em continuar a bater, será que já não é o suficiente a dor que carrego dentro dele?
Milhões de perguntas e apenas uma resposta para todas elas: Porque SIM! Porque este era meu destino... um homem viúvo e desiludido condenado a viver seus dias sem seu amor, sem ao menos ter tido o privilégio de ver o rostinho de meu filho. Saber se ia se parecer comigo ou com a mãe...
Este sonho foi arrancado de mim. De uma só vez eu perdi a mulher que amava e que continuo amando, e o direito de ser pai... eu jamais saberia oque é isso. Qual a sensação de segurar meu filho nos braços, ouvir seu choro, cuidar e amar, ouvir sua primeira palavra, guiá-lo para seus primeiros passos... ouvi-lo me chamando de papai... e levá-lo á escola em seu primeiro dia de aula, colocar uma moeda em baixo de seu travesseiro quando um dente seu caísse... eu não poderia vê-lo crescer e se tornar um homem ou uma mulher de bem, de apoiá-lo em suas decisões e dar broncas quando estivesse errado. Não poderia vê-lo se formar, ter uma carreira e ser feliz com ela. A se casar, ter filhos e formar uma família feliz... É incrível como tanta coisa me foi arrancada antes mesmo de eu ter o direito de tê-las.
E Esme... ah minha doce e querida esposa. Que esteve ao meu lado desde a época do colégio, fomos juntos a faculdade, nos casamos, nos formamos e éramos tão felizes... eu não seria nada sem ela... e é isso oque sou agora, um nada!
A cada dia a saudade me sufocava mais, a loucura parecia querer me dominar, a dor latejava em meu peito e tomava todo o meu ser. Nem mesmo dormindo eu estava livre, pois meus sonhos eram tomados todas as noites por imagens estranhas... obscuras. Mas eu podia ver claramente a minha amada Esme, linda e delicada... ela sempre me dizia algo que eu não me lembrava muito bem, mas já tem alguns dias que ela repete sempre a mesma coisa: "O anjo, vá até o anjo e siga seu coração, deixe o anjo te curar".
Eu jamais seria capaz de entender isso. Será que ela não via que somente ela pode ser esse anjo? Que minha cura seria ela voltar? Como sua volta é impossível, a cura também será. Bom, acho que ao menos algo de bom estava acontecendo a mim, estou finalmente ficando louco.
Estava ainda em minha cama deitado, o relógio marcava 8 horas da manhã quando meu telefone tocou. Eu ignorei é claro, que sentido tinha falar com alguém? Mas logo depois uma batida na porta do quarto me obrigou a levantar e ver oque queriam.
– Sr. Cullen? Está acordado? - Helga minha governanta me chamava.
– Só um minuto Helga. - fui até a porta e a destranquei e logo que abri ela sorriu.
– Bom dia menino Carlisle, não queria incomodar mas é que seu irmão está ao telefone e insistiu muito em falar com você, parece importante. - e ela não perde essa mania de me chamar de menino.
– Obrigada Helga, vou atender aqui mesmo e daqui a pouco eu desço pra tomar café. - ela sorriu e me me deu um beijo na bochecha indo embora em seguida. Mas oque será que Marcus quer? Peguei o telefone desejando que ele fosse breve.
– Marcus? - disse e pude ouvir sua respiração pesada.
– Como vai Irmão? A quanto tempo. - perguntou como se ele não soubesse.
– Está tudo na mesma. Oque deseja? - não quero parecer ríspido com ele mas é que eu não gostava muito de falar com pessoas.
– Bem, é que como você sabe, eu tenho uma filha... e ela é formada em Psicologia e... - eu o cortei na hora.
– Pode parar! Não vejo como isso possa ser do meu interesse. - ouvi ele ofegando.
– Por favor... só me deixe terminar ok? - e ele prosseguiu.
– Não tem nada a ver com você Carlisle, mas é que Isabella precisa fazer uma pós-graduação e ela escolheu Oxford para estudar então eu gostaria de lhe pedir, se não houver problema pra você, que a receba em sua casa por uns meses. - por essa eu não esperava.
– Eu, eu não sei oque dizer Marcus... claro que não teria problemas, afinal essa casa é enorme e acomodaria ela muito bem, mas é que... eu não quero traumatizar sua filha com essa minha situação, eu não sei se seria capaz de ser atencioso com ela, ou mesmo conviver. - e ele gargalhou me deixando sem entender tal atitude.
– Meu querido irmão, Bella jamais ficaria traumatizada. Ela é uma mulher e não uma garotinha, além de ser a melhor psicóloga da América. Ela não se importaria com nada, apenas ficarei mais tranquilo em saber que ela não estará totalmente sozinha por aí. Não precisa cuidar dela, é só deixar que ela fique segura em sua casa ao invés de morar sozinha num apartamento. - bem, acho que não teria problema.
– Tudo bem Marcus, eu receberei sua filha em minha casa, e para que você fique em paz prometo que ela ficará bem aqui, não vou deixá-la sozinha. - estranhei essas minhas palavras.
– Eu te agradeço profundamente Carlisle, assim que tudo estiver resolvido aqui eu aviso a você quando ela chegará a Londres. Até breve meu irmão e se cuide.
– Até breve Marcus.- eu disse desligando logo em seguida.
Era só oque faltava. Tomar conta de uma garota que eu nunca vi na vida. Mas apesar de meu estado depressivo constante, não posso negar isso ao meu irmão, e se eu prometi vou cumprir, será por pouco tempo mesmo, e não mudará nada na minha vida de qualquer forma.
Acho melhor falar com Helga e preparar a casa para a chegada dessa moça aqui.
(...)
Marcus me ligou a uma semana avisando que sua filha chegará aqui amanhã. Nesse tempo eu mandei Helga preparar o quarto de hóspedes e assim ela o fez. Contratou alguém para fazer alguns reparos, como pintar o quarto. Helga se encarregou da decoração e eu a ajudei. Estranhamente eu me vi ansioso e até animado para a chegada de Isabella. Não conseguia entender isso. Tanto que agora eu não mais ficava isolado em meu quarto, em vez disso, passava o dia todo no jardim lendo um livro, conversando um pouco com Emmett meu motorista e amigo, também fiz uma coisa que não fazia a muito tempo: admirar minha coleção de carros. Desde menino eu tinha paixão por carros, antigos e novos, e por isso comprei todos eles. Graças a Emmett que cuida muito bem deles, estão em prefeito estado.
Outra coisa me intrigou muito: Não tive mais sonhos com Esme, o último foi a uns 4 dias e foi diferente... ela dizia que o anjo estava perto e que a missão dela logo seria cumprida. Fiquei muito perturbado com isso mas passou. Eu não entendia nada mesmo...
Apesar da ansiedade em conhecer Isabella, fiquei meio receioso de vê-la assim que ela chegasse, então achei melhor que ela se acomodasse primeiro antes de me ver.
Por isso hoje, dia de sua chegada, mandei Helga e Emmett buscá-la no aeroporto. Os minutos se passavam e eu notei o quão indelicado de minha parte seria não recebê-la adequadamente, quando uma ideia se formou em minha mente.
Fui até o jardim e colhi algumas flores. Fiz um buquê com peônias brancas e begônias e rosas cor de rosa. Levei elas até o quarto de hóspedes e as coloquei em um vaso com água. Escrevi as boas vindas a ela em um papel de carta e coloquei num envelope deixando ao lado do vaso. Ao menos seria um gesto de boa educação.
Vi o carro de Emmett entrar na garagem e fui para meu quarto. Só a veria na hora do jantar, até lá vou me preparando para isso.
(...)
Por mais que eu tentasse me concentrar a me preparar para conhecer a garota, eu não conseguia.
Ouvi a movimentação pela casa assim como vozes, não precisava me preocupar se ela estava sendo bem recebida, pois sabia que Helga cuidaria bem dela, sempre tão gentil e maternal... eu amo Helga, a tenho como uma mãe e sempre foi assim, mesmo que nos últimos anos eu não tenha sido capaz de demonstrar isso devido a tudo oque passei. Sei que poderia confiar nela sempre, por isso tivemos uma longa conversa a alguns dias. Helga quis saber como eu me sentia em relação a vinda de Isabella para esta casa, estava claro que ela temia que eu fosse rude e indiferente com ela. Mas eu afirmei que estava bem com isso, que assim como prometi a meu irmão cuidaria do bem estar dela, a faria sentir-se bem e a vontade. Afinal, meus pais me deram educação, e não seria justo misturar as coisas, sou perfeitamente capaz de conviver civilizadamente com as pessoas sem que meu estado depressivo machuque alguém.
A todo instante ficava me perguntando, bastante intrigado com os motivos dessa moça em vir para Londres, ainda que seja pela faculdade, afinal Oxford fica em outra cidade, a uns 85 Km de Londres.
Marcus disse que ela é formada em Psicologia, é a melhor da América.
Minha curiosidade quase venceu, eu estava prestes a pesquisar sobre ela na internet, mas não achei certo conhecê-la por uma foto. Já foi bastante indelicado me esconder em meu quarto e não recebê-la assim que chegou... Sem mais aguentar respirei fundo e saí do quarto. Fui procurar a Helga e a encontrei na cozinha.
– Boa noite Helga, como está tudo? - na verdade eu queria perguntar da garota e ela pareceu entender.
– Boa noite querido, está tudo bem, a Srta. Swan chegou bem e está no quarto, vou chamá-la em alguns minutos para o jantar. - ela respondeu enquanto terminava de preparar o jantar. Não vou negar, o cheiro está muito bom.
Eu agradeci Helga e fui para a sala. Sentei no sofá e pensei um pouco. Srta. Swan, então ela se chama Isabella Swan. Não percebi o tempo passar, imerso em pensamentos... a hora de enfim conhecê-la chegava e eu ainda estava nervoso, afinal esse é meu primeiro contato com uma pessoa de fora desde... desde os acontecimentos. A voz de Helga me tirou dessa bolha de pensamentos incertos.
– Carlisle querido, o jantar já será servido. Vou buscar a srta. Bella... - e tomado por uma coragem que eu sei lá de onde saiu, interrompi Helga.
– Helga, não precisa ir chamá-la, quero eu mesmo fazer isso, enquanto isso chame o Emmett e nos espere na sala de jantar. - ela apenas assentiu parecendo surpresa e foi chamar o Emmett.
Eu subi as escadas e fui andando pelo corredor, minhas mãos estavam frias, parei em frente a porta do quarto dela e respirei fundo algumas vezes antes de bater. Quando bati á porta, senti algo muito, muito estranho. Uma sensação de paz que a muito tempo não sentia.
– Já estou indo. - uma voz baixa porém suave disse. Ouvi passos em direção a porta e quando ela se abriu eu a vi...
– Oi Helga, eu... e sua voz se perdeu no silêncio.
Vestida com um vestido vinho, curto e muito elegante, de cabelos castanho-avermelhados longos e muito lisos, olhos cor de chocolate derretido, rosto impecável, em formato de coração e angelical, e o corpo... eu não poderia reparar nisso, mas foi impossível. Um corpo tão bonito, perfeito... de curvas delicadas mas marcantes, linda na medida certa... e eu tive que engolir em seco quando vislumbrei o decote de seu vestido. Sem dúvida era uma moça linda, linda demais... vi que ela me encarava com um meio sorriso nos lábios e parecia tão perdida com eu, e assim eu consegui me lembrar que deveria me apresentar a ela.
– Boa noite Isabella. - eu disse a olhando nos olhos. ela piscou algumas vezes e logo respondeu.
– Bo... boa noite, eh, eu... - respondeu tímida em sua voz de sinos.
– Desculpe por minha indelicadeza, não me apresentei a você. Sou Carlisle. - me apresentei educadamente estendendo uma mão a ela.
– Oh, é um grande prazer conhecê-lo. - ela pegou minha mão na sua e eu senti... algo totalmente diferente... como se um choque elétrico percorresse meu corpo com esse simples contato. Me senti aquecido.
– O prazer é todo meu Isabella... - respondi e recolhi minha mão colocando-as casualmente em meus bolsos.
– Bella, me chame apenas de Bella. - oh, então ela tem um apelido... parece que esse nome combina mais com ela... tão Bella quanto o nome!
– Bella. - eu repeti sorrindo, na verdade eu queria descontrair um pouco esse clima estranho que nos envolvia.
– Então Bella, vim buscá-la para jantar, ainda não a tinha visto e quis conhecê-la, afinal ainda devo me desculpar por não tê-la recepcionado como deveria. - tentei me desculpar sutilmente, pois estava muito envergonhado na verdade.
– Não, tudo bem, eu fui muito bem recebida por todos, e por você também, aproveito para agradecer pelas flores e pelo bilhete, são lindas, minhas favoritas... obrigada. - ela sorriu um sorriso tão brilhante, seus olhos também brilhando, isso me dizia que ela adora flores. Não sei porque mas senti isso, talvez seja por sentir seu perfume no ar... uma doce fragrância de frésias e rosas com uma nota de morangos silvestres.
– Fico feliz que tenha gostado, a propósito, se me permite dizer, está lindíssima Bella. - precisei elogiá-la, afinal sua elegância era notável. E ela corou, tons violentos de vermelho e eu ri um pouco.
– Ou melhor, você é linda Bella, e bastante jovem também. - eu estava mesmo surpreso por ela ser tão mais jovem do que havia imaginado.
– Oh, eh... obrigada, é muita gentileza sua. Se me permite dizer, acho o mesmo de você. - Sério, agora o tímido sou eu, senti minhas orelhas quentes.
– Agradeço ao elogio Bella, apesar de não concordar muito.
– Bom, se você não se acha bonito então não se vê com muita clareza. - não sei oque ela quis dizer com isso mas achei melhor encerrar esse ponto.
– Ok, oque acha de irmos jantar agora? Aposto de já estou muito corado e não quero envergonhar você.
– Sim, podemos ir jantar agora. - ela respondeu simplesmente e fomos juntos a sala de jantar.
Tudo ocorreu tranquilamente. Jantamos, conversamos e eu até me surpreendi com a intimidade que Emmett a tratava. Em partes achei bom porque ele poderia ser um bom amigo para Bella, visto que eu não seria uma companhia constante para ela, mas por outro lado me senti incomodado. E não sei como explicar isso.
Ao final da noite, estávamos conversando na sala. Era incrível a forma como essa garota me intrigava... diria até que me fascinava. Não conseguia explicar, mas o fato era que eu me sentia cada vez mais a vontade em sua presença como jamais pensei ser possível.
Perguntei a ela muitas coisas, sobre meu irmão Marcus, não é porque eu sou bastante recluso que deixei de me importar com ele. Bella falava toda animada sobre ele, era fácil notar o amor e afeto entre eles, ela verdadeiramente o tinha como um pai, e eu achava isso ótimo. Marcus é um homem incrível, muito raro para a época, homens com o caráter e o coração dele já não se fabricam mais! Eu ri internamente deste meu comentário tosco. Mas era mesmo verdade, Marcus sempre foi um homem muito solitário, desde jovem ele teve apenas algumas namoradas, nada sério. E tudo piorou quando ele descobriu que jamais poderia ser pai, biologicamente falando, ele é estéril infelizmente, e ele não quis se casar pra não condenar a esposa a uma vida insatisfatória... invariavelmente a maioria das mulheres tem o sonho de ser mãe. E meu irmão não queria impor tal sofrimento a mulher alguma. Felizmente a vida foi generosa com ele e resolveu recompensá-lo ao trazer Bella e Renné pra sua vida. A cada palavra de Bella dava pra perceber o quanto eles são felizes, e isso me faz feliz também.
Mas com tudo, eu estava mesmo curioso sobre outra coisa: o que levaria uma jovem como Bella a seguir tal profissão? E não digo isso por ela ser jovem, mas sim pelo peso que ser um psicólogo acarreta a pessoa. Como o médico que um dia fui eu sabia o desgaste emocional que esse profissional tem, apesar de sempre estar com as emoções em ordem para realizar seu trabalho, é impossível não ficar mexido com os problemas dos outros ás vezes. Lembro que Marcus disse que Bella é uma mulher forte, e vou precisar satisfazer minha curiosidade.
– Bella, me fale um pouco de você, de sua carreira, gostaria de saber mais... vamos passar um tempo juntos e será bom nos conhecer melhor, ainda que eu seja um pouco ausente gostaria de ajudá-la se precisar. - eu disse tentando disfarçar a curiosidade corrosiva em minha voz.
A princípio ela não sabia bem por onde começar a falar, então aproveitei para matar dois coelhos com apenas um tiro: (ainda que seja indiscreto perguntar a idade de uma mulher eu o fiz de modo suave) sua idade simplesmente era mais uma de minhas curiosidades.
Fiquei bem surpreso quando ela respondeu tão naturalmente, 26 anos. Uma idade bonita, e sem dúvida eu a recompensei por minha indiscrição, ao dizer sinceramente que ela aparentava ter menos idade. Ela sorriu e corou, e eu... bom, eu suspirei por seu sorriso tão meigo. Estranho.
Mas seu sorriso desapareceu quando eu perguntei oque a levou a escolher psicologia. Cheguei a me arrepender e retirar a pergunta quando notei seu desconforto, mas ela apenas disse que queria falar, apenas resumiria por a história ser um tanto longa.
E então ela começou a contar sua história, eu ouvia tudo atentamente, mas em um determinado ponto da conversa eu senti algo muito, mas muito difícil de explicar. Primeiro por eu não achar possível, e segundo por eu não saber oque fazer. Bella contou que perdeu seu pai quando criança, de forma trágica e que a fez sofrer muito. Eu bem podia imaginar, uma criança frágil... sendo torturada pelos duros golpes da vida tão cedo. A vida é mesmo uma merda! Senti revolta, por que as pessoas que mais amamos acabam indo embora tão cedo?
Eu continuei ouvindo sua história, observando sua tristeza evidente ao se lembrar de seu pai e de todo o período depressivo em que passou. Eu lamentei e ela agradeceu com um sorriso dizendo que estava tudo bem e que com o passar do tempo as coisas foram melhorando. Eu senti um pouquinho de esperança... ela dizia de uma forma tão confiante como conseguiu superar o trauma e sua depressão. Me senti um pouco envergonhado até. Enxerguei que eu não era o único homem no mundo que sofria, e que se olhasse para o lado, existiam milhares de pessoas com problemas muito piores que os meus, sofrimentos maiores.
Talvez por isso eu tenha tido a confiança de me abrir com Bella de forma que eu jamais fiz com outra pessoa. Ali, naquela sala, ouvindo os relatos sofridos da vida de Bella e a forma como a superação a inspirou a seguir essa carreira com a única intensão e pretensão de ajudar as pessoas, não sei definir oque senti. Só sei que quando dei por mim, ela já estava ao meu lado tentando me consolar mesmo sentindo receio, senti um carinho seu em meu ombro e enfim percebi que chorava. Uma mistura de raiva, dor, saudade, frustração, culpa... e sem conseguir segurar eu explodi em um choro estrangulado e que há muito tempo estava segurando. Foi muito doloroso mas também libertador.
Braços delicados e quentes me envolveram e tudo oque fiz foi abraçá-la de volta. Bella me acarinhava e me ninava como a um bebê indefeso. E era assim que me sentia. Chorei agarrado a ela e aos poucos conseguia me sentir mais leve. Deixei tudo oque podia sair, lágrimas, dor, tudo oque guardei por esses malditos 6 anos. Em todo o tempo Bella ficou ao meu lado, afagando minhas costas, meu rosto, enxugando minhas lágrimas... até que enfim me controlei, o choro diminuiu e eu pude falar novamente.
– Bella, me...desculpe...eu... - não consegui ir adiante.
– Está tudo bem Carlisle, apenas desabafe, você precisa aliviar seu coração, estou aqui e pode contar comigo. - mais uma vez a esperança me tomou, é irracional me sentir assim mas eu realmente queria.
Quando estava mais composto comecei a falar mais detalhes com ela. Sobre Esme e meu filho, a perda, a saudade... e incrivelmente ela foi capaz de detectar algo que ninguém jamais foi: a culpa. Eu me culpava pela morte de Esme e meu filho, e foi essa a razão que me levou a abandonar a medicina. Em que mundo um médico falharia no salvamento da pessoa mais importante de sua vida? Pois é, Carlisle Cullen, o poderoso neurocirurgião Cullen falhou. De que valeu tanto estudar, salvar tantas vidas? Mas a explicação de Bella me desarmou completamente. Ela me fez enxergar que eu não tinha culpa alguma, e estava tomando pra mim um fardo que não era meu. Sua percepção tão simples e ao mesmo tempo tão complexa me surpreenderam ao extremo. Quem era essa mulher? Bom, pensando bem agora eu entendia porque ela é a melhor.
Eu continuei a me abrir pra ela, deixei ela ver a minha dor e podia jurar que ela também a sentia. Pois quando ela me ofereceu sua amizade e disse que estaria a meu lado, me apoiando... querendo me ajudar eu apenas consegui sentir algo que já estava morto em mim: alegria.
Nos conhecemos a tão pouco tempo e pra mim era como se a conhecesse pela vida inteira. Me senti tão mais leve, claro que ainda dói e eu não esqueci de nada, mas era diferente...
Aceitei sua amizade e lhe retribuirei com a minha.
Bella me abraçou mais uma vez e eu podia ver muitos significados nesse abraço. Foi como uma pedra de gelo derretendo com o calor do Sol. Seu coração aqueceu o meu e depois de tanto tempo eu o senti bater outra vez.
Seria isso o sinal de um recomeço?
PDV BELLA
(Três semanas depois)
Desde que cheguei a Londres minha vida mudou completamente. Acostumada com o ritmo de minha rotina diária em Nova Iorque, atender meus pacientes durante todo o dia, ver meus pais, descansar aos fins de semana, sair sempre que possível com alguns amigos ... tudo isso está me fazendo muita falta. Estou sentindo saudades de todos eles.
Falo todos os dias com meus pais, conto a eles como tem sido na faculdade. Minha mãe, preocupada como sempre mas que graças a Deus pareceu relaxar quando contei que Carlisle e eu somos amigos e que estar aqui está me fazendo muito bem. Marcus então, ficou radiante quando soube de meu progresso com seu irmão.
Eu mesma estava surpresa com Carlisle. Depois daquela nossa conversa, que também teve um toque de terapia, ainda que sem intenção, nós estamos bem próximos. Muito mais do que eu julgaria ser possível. Todos os dias, antes de ir para a faculdade com Emmett de manhã, Carlisle toma café comigo, me deseja boa aula... E quando eu volto ele está me esperando no jardim para o café da tarde, que na verdade aqui chamamos de chá da tarde ou chá das 5:00 hs. Como todo britânico, Carlisle parece gostar dessa tradição. E eu me acostumei a isso.
Ele me pergunta como está a faculdade, pergunta dos professores e alunos, se já fiz amizades... ele se mostra realmente interessado.
Também percebo que a cada dia ele fica mais a vontade comigo, e não apenas comigo, ele também tem feito coisas que segundo Helga há anos não fazia mais. Ele está lendo com mais frequência, ouve as músicas que gosta, e ontem ele realmente me surpreendeu.
(Flash Back On)
Estávamos na sala de jantar conversando após a sobremesa, uma conversa animada em que eu estava mais perdida que cego em tiroteio... Emmett e Carlisle discutiam sobre futebol e basebol, eu juro que eles pareciam mais dois adolescentes. Enquanto isso conversava com Helga sobre minha mãe, ela ria do modo que eu a descrevia, seu jeito tão único e ás vezes meio adolescente de ser. Mas que era a melhor mãe do mundo...
Após a conversa ter se acabado Helga e Emmett se retiraram para dormir e eu já ia me despedir de Carlisle quando ele me surpreendeu.
– Bella, estive pensando... hoje é sábado e bem, amanhã não precisamos acordar muito cedo, estou sem sono e queria te convidar pra ver um filme comigo, se você quiser é claro. - como se eu pudesse negar algo a ele.
– Claro, eu quero sim. - e ele abriu aquele sorriso que me deixava sem fôlego. - Já escolheu oque vamos ver?
– Bem eu... na verdade quem me indicou esse filme foi Emmett, talvez você já tenha até visto ele... - ele hesitou por um momento.
– Carlisle, quero ver o filme com você seja ele qual for.
– Bem é este aqui. - ele me entregou a capa do DVD e para minha surpresa era Cartas para Julieta.
– Nossa, eu... eu queria ter ido ver no cinema, minha amiga Angela me convidou mas acabou não dando certo, acabou que não tive mais tempo pra ir assistir. - eu estava mesmo animada em ver esse filme.
– Bom, então vamos logo ver o filme, não quero que fique ansiosa. - ele disse enquanto íamos para a sala de TV.
– Carlisle, enquanto você coloca o filme eu vou até a cozinha fazer umas pipocas, eu já volto, não demoro.
E assim eu fui até a cozinha, peguei dois pacotinhos de pipoca e fiz rapidamente no microondas, as coloquei em um balde de pipocas, enchi dois copos de refrigerante e os coloquei em uma bandeja e fui para a sala. Carlisle já me esperava sentado em um sofá grande e espaçoso, coloquei tudo em cima da mesinha, ele sorriu para as pipocas e logo pegou o balde e começou a comer. Me sentei ao seu lado e comia com ele enquanto o filme começava. Ali, ao lado dele, vendo um filme lindo que estava adorando, comecei a pensar se ele estava se sentindo mal por ver um romance, afinal essa deveria ser uma lembrança significativa pra ele, mas ele estava gostando tanto quanto eu. E eu, é claro, como uma boa manteiga derretida acabei chorando quando a Claire finalmente encontrou o seu Lorenzo Bartolini e Carlisle riu de mim mas acabou confessando que se emocionou, mas logo se justificou alegando que não estava mais acostumado com esse tipo de filme.
Após o filme acabar, arrumamos a bagunça e fomos para nossos respectivos quartos, onde dormi rapidamente porém muito feliz.
(Flash Back Off)
Hoje, domingo a tarde, após o almoço resolvi vir para o jardim tomar um pouco de sol, Carlisle está na sala vendo um jogo de futebol com Emmett e Helga resolveu tricotar um suéter pra mim, ela adora fazer tricô. Todos estamos em harmonia e eu me sinto verdadeiramente bem e alegre por estar aqui.
Mas na verdade eu estou sentindo algo diferente, algo que ainda não sei explicar e que não me atreveria a dividir com ninguém. Eu apenas sei que foi após aquele dia, aquele abraço que troquei com Carlisle. Aquele conflito de sentimentos que senti está se intensificando e me deixando confusa.
É muito difícil entender oque sentimos quando na verdade nunca sentimos nada parecido e não temos com oque comparar pra descobrir oque é. Eu só sei que me faz tão bem... me deixa mais leve, me alegra, me acalma, mas também me agita, faz meu coração disparar, me faz suspirar, esquecer de mim...
Quem diria que um dia, a Psicóloga Swan ficaria sem uma explicação para oque acontece com ela mesma!
Mas a verdade é essa, quando e como eu iria descobrir oque está acontecendo eu não sei, mas eu sei que vou.
PDV EMMETT
Cara, na boa, é sério, desde que a Belinha chegou nessa casa, tô sentindo um clima diferente no ar. Eu sei que as vezes sou meio tapado, distraído, mas me pergunto se foi só comigo isso.
Carlisle não pára mais de falar da Bella, sempre se surpreendendo com ela, elogiando ela, posso até dizer que ele é outro homem agora.
Sei o quanto ele esteve sofrendo esses anos todos, e fico realmente alegre que ele esteja seguindo em frente finalmente, ao menos agora ele não é mais aquele zumbi de antes.
Cara, é muito bom ter ele de volta para o mundo real, ele sempre foi mais que um patrão pra mim, tenho ele como um irmão mais velho, e sempre quis o melhor pra ele. Também sempre fomos muito amigos, e foi por isso que eu percebi antes mesmo dele sonhar oque está acontecendo. Sentimentos. Sim, Carlisle está tendo sentimentos outra vez. Ainda que ele não note, eu vejo o jeito que ele olha para a Bella, como se visse um anjo. Com um cego que viu a luz do sol pela primeira vez... Ele fica admirado com ela, aliás todos nós ficamos.
Bella é um doce de garota, e Carlisle que não me ouça, mas ela é muito gata... cara ela é de parar o trânsito. Eu vejo como os caras da faculdade olham pra ela, eles literalmente comem ela com os olhos. E isso me dá raiva e uma vontade assassina de bater em todos eles. Afinal, eu tenho que zelar pela segurança e integridade de minha querida amiga e futura senhora Cullen. Sim, é isso mesmo, num futuro não muito distante esses dois vão enxergar oque sentem e a paixão vai explodir!
Bella também está tendo sentimentos por Carlisle, ela olha pra ele com a mesma cara boba dele, e já tem alguns dias que eu a vejo suspirando pela casa, está sempre distraída, sério, eles estão demorando pra ver oque está bem na cara deles.
Mas pensando melhor, isso não é algo muito fácil mesmo. Até algumas semanas atrás, Carlisle era um zumbi e Bella acabou de chegar. Ok, já vi que isso levará um tempo a acontecer. Mas, enquanto isso, eu posso dar uma ajudinha sutil aos dois pra tentar acelerar um pouco o processo.
Soldado Emmett McCarty apresentando-se para a missão!
E tudo começaria com um simples e inocente filme de romance.
Eles que se preparem.
Capítulo 7.
PDV CARLISLE
Se me dissessem que um dia eu estaria sorrindo novamente, eu diria ser impossível, um engano, uma mentira. Mas é isso oque está acontecendo comigo desde que a vi pela primeira vez. Só sua presença, sua companhia tem sido o bastante para preencher todo o vazio que sentia, Bella tem sido uma amiga excelente, alguém que ganhou minha confiança e que em tão pouco tempo conquistou meu coração.
O seu jeito tão simples de viver. A forma suave, prática e alegre que ela vê a vida. Quem a vê jamais imagina oque ela já passou, o sofrimento e a dor que já viveu. Ela exala confiança, otimismo, alegria... não pensei que um dia conheceria alguém tão incrível como Bella.
A cada dia nos aproximamos mais, e eu mesmo estava impressionado em como eu permitia essa aproximação. Na verdade, eu ansiava por sua presença. Quando ela estava na faculdade a casa parecia vazia, fria e triste, exatamente como era antes de sua chegada. Mas quando ela voltava, o Sol nascia dentro da casa, e iluminava tudo... todo o meu ser, trazendo cor e vida a tudo que antes eram trevas.
Eu tinha certeza que nossa amizade seria pra toda a vida, mesmo quando Bella voltasse pra seu país, sua casa, sua vida... eu sempre daria um jeito de visitá-la, manteríamos contato. Eu temia que, quando ela fosse embora, a depressão me tomasse novamente. A chegada de Bella trouxera para mim uma injeção de ânimo, alegria, vontade de viver. E se ela não estiver mais aqui, a solidão iria me assombrar de novo. Eu reconheço que estou melhor a cada dia, me sinto mais livre e a dor já não pesa tanto em meu coração. Mas eu não quero mais voltar para aquele estado em que me encontrava. Recluso, deprimido, me culpando, sofrendo... esse alívio que Bella trouxe em minha vida teria que perdurar, mesmo com sua partida.
Por isso, cedi aos apelos de Bella. Todos os dias, quando ela chegava da faculdade nos víamos. Bella vinha até mim conversar e me propôr ajuda profissional e pessoal. Eu reconheço o grande talento de Bella em sua profissão, e confiava plenamente em sua competência e dependia muito de sua amizade. Então, ontem, após quase um mês de insistência eu aceitei fazer terapia com Bella. Ela ficou radiante e só isso já me incentivou, me fez crer que tudo dará certo e eu ficarei curado definitivamente.
Estou fazendo isso por mim, mas também por Bella. Para continuar nossa amizade de forma saudável, pra que ela saiba que, por ela, fui capaz de me permitir estar vivo outra vez. Eu só não entendia muito bem a intensidade de meus sentimentos.
Como quando eu a convidei pra ver um filme comigo a alguns dias atrás. Emmett me indicou esse filme e me disse que Bella gostaria de vê-lo. Ela aceitou e juntos assistimos. Romance, sim eu fui capaz de ver um romance e mais, me emocionar com a história, as cenas... eu sempre gostei de filmes românticos, mas nos últimos anos me afastei de tudo oque me lembrasse isso, amor, romance, duas pessoas se beijando, se amando... saber que eu jamais teria tudo isso novamente fazia meu coração sangrar e minha alma arder.
Mas ver o filme com Bella me fez esquecer minha vida. Todos os anos de infelicidade e dor. Me senti bem, em momento algum as cenas do filme me incomodaram. Pelo contrário, me fez lembrar como é bom ser amado por alguém, estar com alguém, ser lembrado por alguém, beijar, amar... me peguei querendo isso outra vez e ri internamente desse meu desejo bobo. Ainda que as coisas estejam melhorando, não sei se seria possível encontrar outro amor nessa vida. Ou melhor encontrar alguém que me ame.
PDV BELLA
Mais do que nunca me sentia grata á oportunidade de superação que a vida me deu. Após anos de estudo, de profissão, nunca havia me sentido tão realizada como agora. Eu amo cada um de meus pacientes, fico feliz em poder ajudá-los de alguma forma, mas isso superava tudo.
Todos os dias, incansavelmente, assim como prometi a mim e a meu pai, eu insistia com Carlisle para me permitir ajudá-lo. Após um mês de luta constante, eu finalmente ouvi o Sim dele. "Sim Bella, eu aceito..." - essas foram as palavras que me trouxeram tanta alegria.
Como combinamos, faríamos sessões diárias de terapia. Então, todas as tardes, durante uma hora Carlisle e eu nos trancávamos em seu quarto. Ele se sentava mais confortável e a vontade em sua cama, quase se deitando, apoiado na cabeceira da cama, eu me sentava em uma cadeira ao lado de frente para ele e assim começamos.
Os primeiros dias foram mais tranquilos, pois a terapia exigia que ele falasse, relembrasse momentos marcantes de sua vida. Começamos do início, sua infância. Precisava saber um pouco mais de sua personalidade e como ele interagia em todas as fases de sua vida. Quando avançamos um pouco mais era muito difícil pra mim ver sua expressão de dor ao relembrar os fatos, mas precisava me manter firme e respeitar seus limites. Não poderia jamais invadir seu espaço e ele contaria tudo a seu tempo.
Em duas semanas de conversa, consegui registrar muita coisa. Ele contou de sua infância, sobre seus pais e irmão, como descobriu sua vocação para medicina, contou de sua época no colégio, os amigos e amigas que tinha, seus gostos pessoais e defeitos...
Quando chegou a hora de falar de Esme foi mais difícil. Quase sempre ele chorava, e quando necessário eu o amparava até ele se recuperar e continuar, ou quando não era possível interrompíamos a sessão e eu o deixava descansar. Relembrar mexia muito com o emocional dele. E aos fins de semana eu não insistia com ele.
Mas ele conseguiu. Ele falou como eles se conheceram e do amor que sentiu assim que a viu. Tudo oque fez para conquistá-la, o início de tudo, o namoro e logo eles foram juntos para a faculdade, Ele fez medicina, ela arquitetura. Ficaram noivos e se casaram um ano antes de se formarem. Ela se formou primeiro e ele ainda precisou fazer uma especialização, mas enquanto isso já era interno em um grande hospital.
Ele contou dos anos de alegria e amor que teve com sua esposa e de como ficou radiante com a notícia da gravidez dela. Ser pai sempre fora um sonho seu, e ele não segurava essa emoção, sua felicidade estava completa.
Então veio a tragédia.
Hoje ele relembrou a doença e morte de sua esposa grávida e isso o deixou transtornado. Mesmo sabendo que após isso ele ficaria muito melhor, os minutos vividos foram angustiantes demais. Eu cheguei a temer que sua saúde fosse prejudicada.
Eu apenas o abracei forte enquanto mais uma vez ele chorava alto e soluçava. Minha esperança é que esta seja a última e definitiva vez.
Ele chorou por horas, pois já havia anoitecido quando ele se controlou.
Ele não quis jantar e eu também não, as vezes Helga vinha até a porta preocupada e eu a tranquilizava.
Ainda abraçados, ele tentava dormir mas não conseguia então pedi que Helga fizesse um chá tranquilizante a ele, e após beber o chá ele se deitou e eu fiquei sentada a seu lado lhe fazendo companhia.
Ele estava muito agitado, se revirava na cama, então eu tive a ideia de fazer com ele algo que meu pai fazia quando eu era criança e tinha pesadelos. Me acomodei melhor na cama e pedi que ele deitasse a cabeça em meu colo. Ele o fez e eu comecei fazer carinho em seus cabelos suavemente. Ele relaxou e se acalmou com isso. Um tempo depois ele pegou no sono e eu sorri satisfeita. Essa técnica de Charlie sempre funciona.
Gentilmente eu tentei colocá-lo mais confortável na cama enquanto me levantava, mas ele acordou e olhou pra mim com os olhos transbordando carência e dor. Com a voz rouca e sofrida ele me fez um pedido que penetrou meu coração indo direto para a alma, me estremecendo por inteira.
– Fica comigo Bella, por favor não me deixe.
Eu não sabia oque fazer, oque pensar e então eu apenas concordei.
Ele se deitou e eu me deitei ao seu lado, nos cobrimos e ficamos de frente um para o outro. Ele fechou seus incríveis olhos de esmeralda e continuei com o carinho em seus cabelos para que dormisse. E assim, como um anjo, ele ressonava tranquilo. Pousei uma mão em seu rosto e cheguei mais perto dando um beijo leve em sua testa. E foi quando me dei conta...
Minha mente despertou e tudo se tornou claro. A minha nova realidade...
A dor dele era a minha dor...
A alegria dele é a minha alegria...
A vida dele é a minha vida também.
Seu cheiro doce, masculino, sua pele macia, seus olhos de anjo, seu corpo lindo e perfeito, seu hálito quente e inebriante contra meu rosto enquanto dormia doce e inocentemente. Esse homem tão maravilhoso e incrível roubou a minha razão. Era isso.
O sentimento que vi nascer nesse instante só poderia ter um nome. Totalmente desconhecido pra mim, mas de uma forma tão poderosa e sublime eu o reconheci: Amor. Acompanhado de paixão e desejo. Não apenas amizade, não mais.
Adormeci a seu lado sentindo meu coração completo pela primeira vez em minha vida!
Capítulo 8.
PDV BELLA
Acordei com a luz do sol entrando pelas janelas, através das cortinas brancas... espera! Cortinas brancas? Mas as cortinas eram cor de rosa...
Foi então que me lembrei que não estava em meu quarto. E o dia anterior veio em minha mente, e os sentimentos recém descobertos me tomaram com força total. E mais ainda, quando senti um braço forte e quente em volta de mim. Oh meu Deus!
Eu estava na cama de Carlisle e ele estava me abraçando. Estar tão próxima a ele, me sentia feliz e protegida em seu abraço, uma sensação tão gostosa tomou conta de mim, e minha única vontade era que o tempo parasse, pra eu desfrutar mais desse momento, viver essas emoções...
Sem saber oque fazer, agora que descobri meu amor por ele, embora estar com ele seja tudo de mais perfeito e lindo que já senti na vida, considero meio errado estar na cama de um homem que está agarrado a mim. Principalmente esse homem sendo o Carlisle.
Eu o amo, sim, e pensar essas palavras me faziam ter esperança que ele também sentisse o mesmo por mim. Mas isso é impossível. Jamais seria correspondida por ele e não sei que consequências isso traria pra mim. Amar um homem proibido pra mim. Que maravilha Swan, se deu bem nessa! Isso é hora de ser sarcástica comigo mesma? O que estou pensando?
Voltando á realidade, que é a que tem um homem lindo e tremendamente gostoso me abraçando, deitados juntos em uma cama e que eu amo esse homem, ainda assim preciso me levantar dessa cama.
Mas quando fiz um movimento pra me livrar de seu abraço, - totalmente contra a minha vontade, é claro - Carlisle me deteu e me colou ainda mais a seu corpo. Isso acabou com a minha sanidade e eu apenas me ajustei mais a ele. Seu corpo quente junto ao meu, sem pensar eu respirei profundamente aspirando seu cheiro... tão inebriante, doce e delicioso. Podia sentir sua respiração lenta e quente em meu rosto, um anjo de olhos fechados.
Fiquei ali ainda por um bom tempo olhando seu rosto divino. Como pode existir um ser tão lindo, perfeito e glorioso como ele? Eu nunca acreditei muito nessa história de deuses gregos, mas se isso for real, posso assegurar que diante de mim está o mais belo e perfeito dos deuses. Eu não digo apenas por sua beleza física, mas por sua alma, seu coração, seu caráter, sua personalidade.
Enquanto estava abraçada a ele, fazendo todas essas reflexões, senti que estava ficando quente. Quente de uma forma que nunca estive antes. Senti um fogo ardente percorrer meu corpo, se espalhando e me fazendo ter sensações inapropriadas para a situação. É melhor eu sair daqui antes que eu enlouqueça de vez. Sem mais aguentar, achei melhor acordá-lo.
– Carlisle? - ele continuou seu sono.
– Carlisle? - chamei um pouco mais alto. Ele se remexeu um pouco e lentamente foi despertando.
Mas com certeza eu não estava preparada para vê-lo abrir os olhos verdes tão brilhantes e sorrir ao me ver. Meu coração apenas inflou ainda mais de amor por ele. Ele ainda sorria quando falou comigo.
– Bella. - e sua expressão era indescritível.
– Bom dia Carl! - e também sorri para meu anjo, mas o ouvi gargalhar e me assustei um pouco. Será que ele está bem?
– Oque foi, porque está rindo tanto? - eu realmente não entendia.
– Bel... Bella, estou rindo porque você acabou de me chamar de Carl. - e ele deu aquele sorriso torto que me derrete toda e então percebi a merda que tinha feito, droga.
– Carlisle, por favor me desculpe eu... eu não sei porque o chamei assim, eu... acho que você não gosta e... - e ele me interrompeu rindo outra vez.
– Não seja absurda Bella, eu só ri porque achei bom, faz tempo que não ouvia esse meu apelido, desde a época de faculdade ninguém me chamava assim. E eu gosto que me chamem de Carl. - sua expressão era suave e divertida.
– Mas é que eu pensei que... bom que... fosse assim que sua esposa o chamava. - ele apenas pegou uma mecha de meu cabelo e enrolou entre os dedos.
– Ela nunca me chamou assim Bella, ela sempre preferiu dizer meu nome. Não se preocupe, você é a única que me chama assim, e pode me chamar assim sempre que quiser. - sua voz profunda e melodiosa só me deixava mais louca.
– Então tudo bem, Carl. - e nós dois rimos descontraídos.
Notei que, durante a nossa conversa ele nunca deixou de me abraçar.
– E a propósito Bella, bom dia. - ele riu de lado e eu apenas o imitei.
– Bom dia, você está bem? - eu realmente estava preocupada com ele.
– Sim Bella, estou bem. Me sinto diferente, pela primeira vez posso dizer que estou feliz. Feliz por conseguir sair daquela situação, feliz por ver a vida com outros olhos agora, e mais feliz ainda por ter você em minha vida. Nem mesmo por toda a minha vida agradecendo a você será suficiente.
– Não precisa me agradecer por isso, comece agradecendo a si mesmo por ser dar uma chance, por aceitar, no fim de tudo eu também tenho muito oque agradecer a você, por permitir me aproximar de você e por sua preciosa amizade. - na verdade eu queria dizer amor também, e ele ouvia tudo atentamente e sorrindo.
– Bella, eu também agradeço a você por ficar aqui comigo essa noite. Eu não sei explicar oque deu em mim, mas eu só não queria ficar sozinho, por um momento tive medo que você fosse embora...
– Eu não vou embora, eu não posso e não quero deixar você... nunca. - e meus olhos queimaram com lágrimas.
– Eu sei que você está aqui comigo, você é maravilhosa Bella, mas sei que um dia você vai... você vai voltar a sua vida de antes, pra sua casa... e eu vou sentir muito a sua falta. - os olhos deles também brilharam com lágrimas.
– Carl, eu sei que um dia terei que voltar pra casa, e acredite, eu vou sentir muito a sua falta também, demais. Mas pense que agora é diferente. Você não é mais o mesmo, agora você é um homem livre de seus medos, de seus traumas, e nossa amizade será pra sempre. Eu virei visitar você o tempo todo, em cada feriado que tiver na América, podemos passar as festas de fim de ano todos juntos, e as férias também, você também pode me visitar sempre que quiser, manteremos contato, juro ligar todos os dias pra você, e ainda tem o Skype... enfim, nada poderá nos separar. - eu disse com as lágrimas teimosas escorrendo por meu rosto e as dele também.
– Eu sei que podemos Bella, mas não vai ser a mesma coisa pra mim. Mas prometo a você que sempre estaremos juntos de alguma forma. Afinal, foi por você que eu aceitei me tratar, me restabelecer. Desde que nos conhecemos, quando te vi pela primeira vez, senti algo tão bom por você. E quando você ofereceu sua amizade eu a correspondi com a minha e vi que isso fazia bem a nós dois. E toda vez que eu pensava que um dia você voltaria pra casa, me desesperava. E por isso eu quis ficar bem, pra oferecer a você uma amizade sincera e saudável. É o mínimo que você merece. - e eu agora chorava emocionada com suas palavras.
Eu apenas o abracei forte enquanto ríamos e chorávamos juntos.
Após mais agradecimentos meus e dele, achei que era hora de levantar da cama, o relógio marcava 9:00 horas da manhã. E eu precisava pôr em prática a ideia que acabei de ter.
– Bem, acho melhor a gente levantar da cama, hoje é sábado e o dia está lindo. E tenho planos pra você hoje. - falei enquanto tirava o edredom de cima de mim.
– O que? - ele perguntou curioso.
– Surpresa. Vou para o meu quarto me arrumar e te encontro no café da manhã e te conto meus planos. - eu ri misteriosa pra ele que suspirou.
– Preciso ter medo desses planos? - ele perguntou divertido.
– Não se preocupe vou cuidar de você, estará seguro. - eu disse lhe dando um beijo no rosto que ele retribuiu e me levantei cama. - Até daqui a pouco.
Saí do quarto dele me sentindo como uma adolescente. Sorrindo como boba.
Fui para meu quarto, indo direto para o closet escolher uma roupa. Abri as janelas do quarto e avaliei o tempo. Fazia sol, mas não estava muito quente. Escolhi então uma calça jeans básica, uma blusa azul claro com as costas em renda, um casaco jeans branco, sapatilhas também brancas... lingerie combinado.
Fui para o banho e fiz toda a minha higiene matinal, depois do banho vesti a roupa que me deixou confortável, e pra mim estava ótima. Penteei os cabelos e fiz um rabo de cavalo, uma maquiagem leve e usei meu perfume favorito. Terminado tudo, desci para tomar café.
Carlisle já estava lá, lindo e cada vez mais perfeito.
– Bom dia a todos. - eu disse enquanto me sentava á mesa.
– Bom dia! - todos responderam.
Enquanto tomávamos o café, Emmett me olhava e sorria, como aquelas crianças que aprontam alguma travessura. Eu apenas sorria de volta, mas eu ainda o questionaria sobre isso. Enquanto conversávamos animados, decidi revelar meus planos para hoje.
– Helga querida, preciso avisá-la que não nos espere para o almoço. Vou levar o Carlisle pra sair. - e todos na mesa congelaram. Até Emmett escancarou a boca incrédulo.
– O que? - eu perguntei e notei que Carlisle estava igual a Emmett.
Pensei um pouco e concluí que ele talvez não se sentisse preparado para sair, mas só vamos descobrir tentando.
– Carlisle, não se preocupe. Não vamos muito longe e nem a um lugar cheio de pessoas. Vamos apenas a um parque, caminhar um pouco e conversar. - e ele pareceu relaxar.
– Está bem Bella, acho que preciso mesmo dar mais esse passo. - e seu sorriso me encantou.
– Que bom Carl. Eu vou agora mesmo com Helga preparar uma cesta pra nós dois, não posso deixar você com fome, prometi que cuidaria bem de você. - e sendo assim fui com Helga e preparamos a cesta.
Emmett, esse já estava se comportando de modo estranho demais. Eu o peguei falando sozinho num canto da sala. Ele dizia: " Isso! Legal!" e gesticulava como se estivesse comemorando alguma coisa. Estranho mesmo. Mas acabei rindo de seu jeito garotão de ser.
Colocamos na cesta os sanduíches, as frutas, suco e tudo mais que íamos precisar.
Emmett levou a cesta para o carro e nós também entramos.
Carlisle olhou pra mim com um sorriso lindo no rosto, eu apenas sorri de volta e peguei sua mão na minha. Ele segurou a minha com firmeza e Emmett acelerou pra fora da casa. E eu sabia que, para Carlisle, uma nova vida estava começando.
PDV CARLISLE
Cada vez que Bella e eu ficávamos a sós em meu quarto para mais uma sessão de terapia, sentia algo estranho. Mas muito bom.
Estar em sua companhia era cada dia melhor. E eu tinha que reconhecer mais uma vez que estava me sentindo melhor a cada dia. Colocar pra fora tudo oque guardei por anos estava sendo um grande alívio.
Bella é uma excelente profissional e amiga maravilhosa. Não sei oque seria de mim sem ela. Sei sim, sem ela eu seria apenas o nada que eu era.
Mas isso foi antes, antes de conhecê-la. Agora tudo oque quero é ficar bem pra ela, pra ser um bom amigo e participar de sua vida. Não quero mais ficar recluso, quero estar com ela, com eu irmão que a tanto tempo não vejo. Bella sempre dizia que a vida é curta, e passando por tudo oque passei sei que ela tem razão. Quero apenas viver da maneira mais leve possível.
Era estranho pra mim falar sobre a minha vida. Sobre minha infância, adolescência, muita coisa eu lembrava mas muito eu também já esqueci. Mas entendia que ela precisava conhecer cada aspecto de minha vida, o passado sempre influencia no nosso futuro.
Em mais de um mês de terapia conseguia notar minha grande melhora. Bella sempre muito gentil e compreensiva comigo. Me sentia aliviado, aquele peso que antes me sobrecarregava já havia sumido, e as lembranças não me enlouqueciam como antes. Aquele buraco no meu peito estava sendo fechado, cicatrizando dia após dia.
Com Bella eu compreendi que, a perda de quem amamos é muito difícil, dói, é sofrido, mas a vida não acabou. Em algum lugar, Esme continua viva, em outro plano, e eu havia me negado esse direito de viver. Vida essa que é tão preciosa, que nos é única.
Falar de Esme não era fácil, e foi difícil quando precisei falar pra Bella a nossa história.
Eu desabei a chorar, parecia que algo dentro de mim ainda precisava sair, uma última vez, deixaria aquele desespero me tomar.
Enquanto Bella me consolava, fiz uma promessa que cumpriria até o último dia de minha vida: Prometi que seria a última vez que choraria por Esme, que a deixaria descansar em paz a partir de hoje. Que viveria, não sei de que forma, mas que recomeçaria minha vida.
Sentia o sono me dominando, e uma sensação incrível de paz me invadindo enquanto as mão suaves de Bella acariciavam meus cabelos. Senti que dormia, mas a paz que sentia estava deixando meu corpo oque me fez acordar. Abri os olhos e vi Bella se levantando, me tirando de seu colo e me ajeitando na cama. Sem conseguir suportar que ela se afastasse, segurei sua mão e olhando em seus olhos reconheci que estava dependente dela. Dependente de sua atenção, sua companhia, sua presença, sua amizade, seus olhos, seu sorriso... dependente dela toda.
Senti em mim um vazio e um medo absurdo dela desaparecer, de perdê-la. E como se minha vida dependesse disso, eu implorei a ela.
– Fica comigo Bella, por favor não me deixe.
E ela ficou...
Adormeci nos braços de um anjo, pela primeira vez me sentindo completo. Apenas deixei a paz, e um outro sentimento para o qual ainda não tinha um nome, me dominarem. E sonhos felizes dominaram meu sono.
Capítulo 9.
PDV EMMETT
Bella, Bella. Você é mais esperta do que pensei. Sinceramente achei que teria mais dificuldade em fazer você enxergar seus sentimentos.
Desde aquele jantar, no primeiro dia dela aqui eu notei os olhares que ela e Carlisle trocavam. Ela olhava pra ele com olhos ternos porém penetrantes, e acho que ela não notava mas as vezes ela até esquecia de respirar e parecia pálida. Era visível que o Carlisle despertou algo nela. Algo que eu não tinha certeza se era amor, pois apesar de ser homem e olha que eu sou muito homem... muito mesmo, eu não posso negar que acho Carlisle um homem de presença, simpático, ah quer saber, é bonito mesmo oque eu quero dizer! Pois bem, no começo eu achei que ela apenas gamou na aparência dele, mas com o passar dos dias e com tudo oque tenho presenciado aqui, agora eu tenho certeza.
Quando estou levando Bella para a faculdade nós conversamos bastante no caminho, Bella e eu temos uma boa amizade e ela acaba me confidenciando detalhes de sua vida.
Eu sei, por exemplo, que ela até hoje só teve um namorado mais sério, eles namoraram por 2 anos e Bella terminou o namoro porque não conseguiu dar um passo mais íntimo na relação deles, e que ela não achava justo priva-lo de certos... prazeres. Quando questionei ela, fingindo não entender, ela ficou absurdamente corada e eu tive certeza: Bella ainda é virgem. Isso aí mesmo, virgem.
Outras pessoas podem até achar estranho uma mulher, melhor dizendo um mulherão como Bella ainda ser virgem nos dias de hoje. Eu mesmo me espantei quando ela confirmou, mas isso só me fez sentir ainda mais carinho e respeito por ela. Como um irmão mais velho que quer proteger sua irmã. Mas nesse caso, Bella é mais velha que eu... mas eu sou muito maior e forte que ela, então isso não conta muito, afinal idade é só um número.
E ela disse que, nunca teve coragem de se entregar a um homem sem sentir amor por ele. Claro que ela gostava do namorado dela, mas faltava paixão, não, faltava amor mesmo. Ela disse que o cara é muito lindo, lindo mesmo, eu não entendo oque as mulheres dizem, pra mim homem é tudo igual, mas pra elas, quando dizem que um homem é lindo, então é porque ele é.
E agora eu sei que é mais complicado do que pensei.
Carlisle está sim se apaixonando por Bella, ele não percebeu isso ainda porque está em uma fase importante de sua vida, está se libertando de sua depressão, com a ajuda de Bella.
O empenho, o carinho, a intensidade com que ela se dedica a ele é muito tocante, impressionante. E a cada progresso dele ela se enche de alegria. Todos os dias ela me conta os detalhes, a forma que Carlisle está evoluindo. Tenho certeza que em breve ele estará curado. E eu só espero que quando ele se curar, acorde e veja oque a vida reservou para ele trazendo Bella para sua vida.
Eu sinto que essa é a segunda chance que a vida deu a ele de ser feliz, de viver outra vez. Porque antes de Bella, ele era apenas uma alma que se arrastava pelo mundo, mas no segundo em que a conheceu tudo mudou. Bella trouxe vida a ele.
Eu vou ajudar ele a perceber esse amor por Bella a tempo. Ele sempre me pergunta se Bella está bem, oque conversamos, se na faculdade ela tem algum amigo ou amiga mais próxima, enfim... ele quer saber se tem algum homem interessado em Bella. E por falar nisso, eu já estava irritado com o modo que aqueles idiotas tarados olhavam pra ela. Eu não os condeno, afinal ela é muito linda mesmo, qualquer homem ficaria maluco por ela, e é por isso que preciso agir e abrir os olhos de Carlisle. Agora que ele está melhorando, preciso ser os olhos dele e agir o quanto eu puder pra não deixar ninguém ganhar a Bella antes dele.
Por isso que resolvi ter uma conversinha com um cara que certa vez a olhou cheio de malícia e planejava convidá-la pra sair, eu o ouvi dizer isso a um outro idiota qualquer. Cheguei nele e lhe estendi a mão o cumprimentando, ele muito inocente aceitou e enquanto eu dizia a ele pra ficar bem longe de Bella porque ela era comprometida com meu melhor amigo, eu apertei a mão do infeliz com tanta força que podia senti-lo tenso e ouvia seus ossos fazendo uns ruídos interessantes enquanto ele contorcia o rosto e ficava muito vermelho. Quando eu perguntei se estávamos entendidos ele mal conseguiu responder, então eu apenas o soltei e o encarei com a minha cara de assassino de filme de terror. Ok, posso ter exagerado um pouco, mas tenho certeza que ele vai lembrar de mim sempre que ver a Bella. Essa já tinha dono, futura Sra. Cullen.
No fim das contas, com Bella tudo parecia se encaminhando bem, tudo oque preciso fazer é ficar atento ao Carlisle e na hora certa fazê-lo enxergar oque seu coração já está dando sinais. Ele a ama, foram feitos um para o outro e estão destinados a ficar juntos.
Preciso de umas dicas, não sou um cara bruto, mas também não sou um expert em romantismo. E eu já sei quem pode me ajudar.
Peguei meu celular e liguei para a pessoinha mais irritante, fanática, esquisita, mas também mais perfeita para o caso.
– Alô? - uma vozinha de sinos perguntou.
– Alice Brandon, a prima mais fofa e pequena do mundo? - e ela bufou do outro lado da linha.
– Emmett McCarty, o primo mais chato e irritante, sem noção e chorão do mundo? - e nós dois rimos.
– Chorão uma ova! - e começamos a conversar.
Expliquei a Alice tudo oque estava acontecendo e ela mais que depressa se interessou. Ela estava em uma viagem, mas retornaria em alguns dias. Ela mora em Liverpool com meus tios, meus pais moram em Manchester. As vezes é um saco ser filho único, por isso que amo Alice como uma irmã. Aquela anã é demais mesmo.
Ela virá passar um tempo por aqui, para mais um curso de moda, ela tem um apartamento em Londres e sempre que vem me visitar ou apenas fazer compras fica nele.
Tudo resolvido, em uma semana ela chega. Agora vou apresentá-la a Bella e sei que elas serão melhores amigas. Ela concordou que Carlisle precisa mesmo ser feliz outra vez, e que se tudo oque eu contei for verdade, ela disse que vê um grande milagre acontecendo. Alice tem dessas coisas, as vezes é sinistro, ela diz que uma coisa vai acontecer a aquilo acontece mesmo. Mas tomara que ela esteja certa, assim em breve teríamos um lindo casamento no jardim da casa do Carlisle. E o noivo seria ele mesmo!
Capítulo 10.
PDV BELLA
Um dia desses, Emmett estava me levando para a faculdade quando não muito longe de casa avistei um lindo parque. Já havia passado por ali muitas vezes mas não prestei muita atenção. Emm me disse que o parque se chama St. James, e é um dos mais antigos parques reais de Londres. Lindo e amplo, vi muitas pessoas apenas apreciando a vista, outras correndo, fazendo caminhadas, crianças brincando e outras sentadas na grama com seus pais fazendo um piquenique. Isso soa muito divertido pra mim, e foi aí que tive a ideia de trazer Carl pra um passeio no parque.
Essa é a primeira vez que ele sai de casa após todos esses anos. Incrível e absurdo, é oque parece, mas entendo perfeitamente. Mas agora, ele estava disposto a deixar todo o sofrimento para trás e seguir adiante. Então, que melhor maneira de superar os traumas senão enfrentá-los de uma vez? Ele concordou e aqui estamos.
Emmett nos deixou no parque e eu disse a ele pra nos buscar no fim da tarde, ele se foi e eu encarei Carlisle que segurava nossa cesta de lanches enquanto olhava tudo ao seu redor.
Sua expressão era indecifrável, vi lampejos de alegria e medo passar por seus olhos, e mais uma vez segurei sua mão em um gesto de mostrar a ele que tudo ficaria bem, que eu estou com ele!
– Carl, está tudo bem? - eu perguntei após alguns minutos de silêncio enquanto ele ainda observava tudo.
– Sim, tudo bem Bella. É só que é tudo muito estranho pra mim, moro nessa cidade desde que nasci, vim aqui milhares de vezes mas parece que é a primeira vez. - e ele sorriu me deixando aliviada.
– De certa forma é sua primeira vez aqui. Agora que você é outro homem, livre e se renovando. E é a sua primeira vez comigo aqui. - eu ri nessa parte tentando disfarçar o duplo sentido dessa frase.
– Tem razão, estou começando de novo e você não poderia escolher um lugar melhor pra isso.
E assim nós entramos no parque. Carl olhava tudo atentamente. As pessoas, as árvores e flores, todas muito lindas. Os pássaros e toda a extensão do parque. Enquanto caminhávamos, ele ia me indicando tudo e contando das vezes que havia ido ali. Quando era adolescente gostava de se sentar embaixo de uma árvore e ler um livro, sempre livros sobre medicina.
E foi para esta árvore que fomos. Ele se surpreendeu ao ver que ela continuava igual, grande e imponente, mas de aparência delicada.
Nos sentamos na grama, ele se encostou na árvore e eu fiquei de frente pra ele. Ficamos por um tempo apenas apreciando tudo. Onde estávamos era um pouco mais afastado de onde as pessoas costumam ficar e isso nos proporcionou uma certa privacidade.
Ele permaneceu quieto por um tempo, fechava os olhos e apreciava o calor, os raios de sol refletindo em seus cabelos dourados, o calor banhando seu rosto fazendo suas bochechas ficarem levemente coradas, e eu fiquei como boba, talvez até de boca aberta olhando pra ele, observando cada movimento seu. A cada dia me apaixonava mais e mais por ele, esse amor que sinto e que já e enorme dentro do meu peito parecia crescer cada dia mais também. Sei que nunca, jamais poderei ter alguma esperança com ele, me conformaria apenas com sua amizade, oque já é a minha maior preciosidade.
Algum tempo depois, depois de conversar um pouco com ele, e ouvir suas histórias de adolescente, chegou a hora do nosso lanche. Ele não reclamou mas devia estar com fome.
Comemos nosso lanche enquanto eu falava algumas coisas de minha vida a ele. Contei como minha mãe é uma péssima cozinheira e que se não fosse Marcus eu estaria perdida. Ele me ensinou cozinhar vários pratos deliciosos. Contei de minhas aventuras da infância e adolescência assim como ele, falei da faculdade e ele quis saber alguns detalhes.
– Você tem muitos amigos Bella? - ele perguntou enquanto girava uma maçã em sua mão.
– Não, eu não tenho muitos. Só alguns. Ângela é minha melhor amiga, a única que mantenho por perto além do Ben que é namorado dela. Eles são incríveis. Ela também é Psicóloga e Ben é Engenheiro. Logo eles ficaram noivos, e é claro que para o casamento já fui convidada para ser sua madrinha. - falar de Ângela me fazia ter saudades.
– É mesmo muito bonito uma amizade assim, é saudável. Aprendi isso com você. - ele disse com um sorriso encantador.
– Você também tem me ensinado muitas coisas Carl, e além disso é meu melhor amigo também. Não consigo mais imaginar minha vida sem que você esteja por perto.
– Também me sinto assim Bella, e por sermos amigos gostaria de saber uma coisa. - ele parecia tenso.
– Me pergunte qualquer coisa. - eu respondi sincera.
– É uma pergunta pessoal Bella, posso mesmo?
– Claro que pode e nem precisa pedir, pode falar de tudo comigo. - eu o encorajei mais uma vez.
– Certo. Bom, é que até hoje você nunca mencionou sobre um... namorado e eu me pergunto se você... bom se há alguém esperando por você. - ele corou e eu paralisei, não sabia como contar a ele sobre meu único relacionamento.
– Bem, eu não tenho um namorado. Eu tive apenas um namorado até hoje. Nosso relacionamento durou dois anos, eu gostei muito dele, ele é um homem maravilhoso mas acabou, terminamos e desde então eu não me envolvi com mais ninguém. - tentei resumir o máximo que pude.
– É uma pena que não tenha dado certo entre vocês, você falou dele com tanta admiração... - e ele deixou o resto pra eu adivinhar.
– Não deu certo por minha causa Carlisle, eu sei que ele gostava de mim como eu dele, mas eu... não havia amor. De minha parte e da parte dele também. Ele queria coisas... que parecem naturais em um namoro, e eu entendia isso, mas eu não conseguia, eu... como posso explicar isso... bom, eu nunca consegui me envolver mais intimamente com ele. Pronto, é isso! - eu agora sentia minhas bochechas ardendo e ele ficou um tempo em silêncio.
Após um longo tempo ele finalmente olhou pra mim e com uma expressão que eu não conseguia explicar, mas seus olhos... estavam com um brilho que eu jamais vira antes.
– Bella, eu sinto muito se invadi sua intimidade, eu só estava curioso e... - eu o interrompi.
– Carl, por favor somos amigos e da mesma forma que você divide sua vida comigo, quero dividir a minha com você. Não precisa ficar tímido por isso, está sendo muito bom pra mim poder confessar isso com alguém.
– Ok. Então, pelo que entendi você e seu namorado terminaram porque você não conseguiu... ir além com ele, é isso mesmo?
– Sim, isso mesmo.
– Bella, se eu ouvi bem você disse que ele foi seu único namorado até hoje. - eu apenas assenti. - Então quer dizer que você nunca... quer dizer, você ainda... é...
– Virgem! Sim, eu ainda sou virgem. - eu confirmei e ele congelou onde estava imerso em pensamentos e apenas continuei. - É estranho mesmo não é? Eu sei que é. Uma mulher em plenos 26 anos de idade, nos dias de hoje ser virgem...
Ele pareceu sair de seu torpor e me olhou profundamente nos olhos, seu olhar transbordando um brilho intenso, seu rosto com uma expressão suave e sua voz macia falou me deixando sem reação.
– Estranho não Bella, isso é lindo. Você coloca o amor acima da luxúria, em tempos que as pessoas mal se importam mais com isso... você é rara Bella, não se sinta estranha por isso, sinta orgulho de si mesma. Isso é muito digno. - e ele sorriu largamente fazendo meu coração acelerar ainda mais.
– Esse homem que você namorou é com certeza um homem de sorte e de azar ao mesmo tempo. - ele notou minha confusão e explicou. - Sorte por estar com uma mulher tão especial como você, tão pura... e azar por não ter tido o seu amor.
– Eu também tive sorte em encontrar alguém como ele, apesar de tudo... ele é um homem incrível.
– Ele fez algo que a magoou Bella? - ele parecia curioso agora.
– Não, ele sempre me compreendeu e tudo ia bem entre nós, mas ele é homem e queria... precisava de contatos mais íntimos e eu tentei muitas vezes mas na hora H eu travava. Claro ele entendia e sempre me respeitou muito, mas eu via que ele ficava chateado. Então resolvi terminar tudo com ele. Ele ficou triste sim, mas uma semana depois ele já havia encontrado uma mulher pra satisfazê-lo como eu nunca pude. - realmente isso me deixou mal.
– Querida, não fique triste com isso. Esse homem perdeu muito quando vocês terminaram, mulher alguma nesse planeta se iguala a você, não importa com quantas mulheres ele fique, ele sempre vai pensar em você, tenho certeza disso. A não ser que ele seja louco. - ele riu mas não me animei.
– Eu desejo tudo de melhor pra ele, quero mesmo que ele seja feliz. Já faz bastante tempo desde a última vez que o vi, ele estava indo morar em outro país eu nem quis saber onde era. Então encerrei essa história e hoje vejo que foi bem melhor assim, afinal não é ele que eu amo. - e uma tristeza passou pelo rosto de Carlisle.
– Então você ama alguém... - ele não terminou e eu tratei de me explicar.
– Na verdade eu me apaixonei sim por uma pessoa, mas não tenho a mínima esperança com relação a ele. É um amor não correspondido e proibido pra mim. - eu olhei no fundo de seus olhos enquanto dizia isso, sem ele saber que eu estava me declarando para ele mesmo.
– Bella, se esse homem não te ama da mesma forma, ele não te merece e não sabe a sorte que tem. - e mais uma vez aquela expressão estranha no rosto dele.
– Não é culpa dele Carlisle, eu nunca terei coragem de dizer isso a ele, porque sei que ele... não é isso oque ele quer de mim. Prefiro apenas amá-lo em silêncio mas de alguma forma estar perto dele.
– Você ainda é muito jovem Bella, tenho certeza de que um dia você vai encontrar a pessoa certa pra você e será muito feliz, você merece isso. - ele sorriu tímido.
– Não sei oque pensar por agora mas... eu jamais deixarei de amá-lo, essa é a única certeza que tenho. Não posso me imaginar nos braços de outro homem que não seja ele. Viver uma vida inteira sozinha é melhor do que viver com outro homem que eu sei que nunca vou conseguir amar. Agora eu entendo porque não conseguia avançar com meu ex namorado, inconscientemente eu quis esperar... eu me guardei pra ele, mesmo que isso nunca aconteça, serei sempre dele. - e após dizer isso, permanecemos em silêncio por um longo tempo.
Muitos minutos depois ele olhou pra mim quebrando esse silêncio incômodo.
– Bella, um amor como esse que você sente, nunca pode se acabar. Não sei oque te impede de ir atrás desse homem e se declarar a ele, mas saiba que não importa oque aconteça, vale a pena tentar. E se ele te ama também e você não sabe? Não perca a chance de ao menos tentar.
– Eu sei que ele gosta de mim, mas é apenas como amiga. E ele tem seus motivos pra não querer um relacionamento. Mas tudo bem, mesmo que nada aconteça, essa vida já valeu a pena apenas por amá-lo, por eu ter o privilégio de conhecê-lo. Uma vida inteira não teria valor pra mim se eu nunca o tivesse conhecido.
– Eu entendo Bella... só posso desejar que tudo dê certo pra você e que seja feliz.
– Te desejo o mesmo, sabe disso não é? - e assim ele sorriu e nos abraçamos.
Ficamos por um tempo apenas assim, abraçados e desejando o melhor um do outro. Mal ele sabia que o homem que amo estava me envolvendo em seu abraço nesse instante, e ele nunca saberia disso. Mas em minha mente, em meu coração, eu dizia o quanto eu o amo. Cada vez que olho em seus olhos, que vejo seu sorriso... esse amor apenas aumenta e se fortalece mais.
Algum tempo depois notei que o crepúsculo surgia no céu, era hora de voltar pra casa. Nos separamos e nos recompomos, pegamos nossa cesta e caminhamos de volta á entada do parque. Olhamos para a rua e Emmett já nos esperava. Enquanto caminhávamos até ele Carlisle segurava a cesta em uma mão e a outra estava entrelaçada a minha. Emmett nos olhava com o olhar especulativo e um sorrisinho malicioso enquanto piscava discretamente pra mim, e eu não entendi nada.
Emmett pegou a cesta e guardou no carro, e antes que eu pudesse me mover Carlisle segurou minha mão de novo, e sua próxima atitude me deixou sem reação.
Ele se aproximou lentamente de mim, olhando em meus olhos, os seus verde esmeralda faiscando e lentamente ele colocou uma mão em cada lado do meu rosto acariciando enquanto segurava com delicadeza e cuidado, como se eu fosse quebrável, suas mãos grandes e sedosas me causaram um arrepio e um choque elétrico percorreu todo meu corpo, sem quebrar nosso contato visual ele falou e senti seu hálito quente e doce a centímetros do meu rosto.
– Bella, obrigado por me proporcionar o melhor dia da minha vida... dessa minha nova vida. Oque sou agora devo a você e quero que seja sempre assim. Obrigado por existir.
E eu já não sabia mais oque era pensar, ou respirar, muito menos me mover. Mas ele parecia esperar uma resposta minha e reunindo forças eu consegui dizer numa voz quase inaudível.
– Foi o melhor dia da minha vida também, e eu que agradeço por me permitir fazer parte de sua vida. Obrigada Carl. - e ele sorriu e me deu um beijo na testa enquanto me abraçava.
Eu fiquei ali, deitada em seu abraço, aconchegada em seu peito, aspirando seu cheiro delicioso que me causava tantas sensações...
Mais uma vez notei Emmett nos olhando e seu sorriso agora era enorme.
Nada mais dizemos e entramos no carro, permanecendo abraçados durante toda a volta pra casa.
Carlisle Cullen. Meu amor, meu tudo, minha vida... também seria a minha perdição.
Capítulo 11.
PDV CARLISLE
Há um bom tempo eu não sonhava mais, me lembro que a última vez que sonhei foi com Esme, e ela me falava mais uma vez de um anjo. Desta vez dizia que o anjo estava chegando e que eu deveria deixar que esse anjo me curasse.
Nada disso fazia muito sentido pra mim, não até agora.
Hoje sonhei que estava em um lugar muito bonito e tranquilo, um bosque talvez, havia muitas árvores e flores do campo, um lindo gramado, o lugar todo era verde e bastante claro. Avistei ao longe alguém sentado embaixo de uma árvore com muitas flores cor de lavanda a seu redor. Me aproximei e quando cheguei até lá vi que era uma moça. Ela vestia um longo vestido branco de tecido fino e delicado, estava de costas pra mim, uma leve brisa brincava com seus cabelos, a luz do sol refletia em seus longos cabelos os deixando com um tom avermelhado muito bonito. Me aproximei de modo a ficar de frente para ela, observei sua pele de marfim, tão delicada e cremosa. Quando ela percebeu minha presença levantou seu rosto e seu olhar se encontrou ao meu. Aquele rosto, aqueles olhos, aquele sorriso... era ela, era Bella.
Ela sorriu e como se um magnetismo nos atraísse eu sorri também e seus olhos se iluminaram. Ela se levantou e veio até mim, pegando em minhas mãos. Uma onda de paz tomou conta de mim me deixando leve, era quase possível flutuar. Olhei nos olhos dela e nesse instante tudo pareceu se revelar pra mim. Bella era um anjo... o meu anjo. Que veio pra me tirar de um inferno sem chamas, um inferno frio e escuro que eu mesmo criei pra mim.
Ela me abraçou e naquele momento eu soube, eu senti que estava abraçando tudo de mais precioso que existe no mundo. Me senti sendo esvaziado, para depois ser preenchido por algo totalmente novo e desconhecido pra mim. Mas era algo muito bom, que me fazia sentir vivo outra vez, alegre e em paz, pela primeira vez em muito tempo senti um alívio percorrendo meu corpo, e por último senti minha alma sendo preenchida de uma forma que nunca senti antes. Era como se meu coração, além de estar vivo outra vez, tivesse se completado. Como se antes ele só existisse pela metade e agora se tornou inteiro.
Senti Bella em meus braços, nosso abraço que não se terminava, apenas nos unia mais. E como em um desses filmes de ficção científica ou sobrenatural, me vi sendo fundido a Bella e ela a mim, podia ver e sentir nossos corações batendo em sincronia, um seguido do outro, um dentro do outro... sua doce voz chamando meu nome, e aos poucos eu voltei a realidade. Realidade essa que mais parecia um sonho... o mesmo sonho que acabei de ter, antes de ser acordado por ela, pois assim que abri os olhos vi que o mesmo anjo estava em minha cama, deitada ao meu lado. E tudo oque senti no sonho se intensificou ao senti-lá em meus braços, agora real.
E eu tive a certeza que toda a minha vida de antes já não existia mais. Não havia mais dor ou sofrimento, culpa e tristezas... existia apenas um novo coração, um novo homem, uma página em branco... uma página pronta para ser escrita com uma nova história.
Bella... meu anjo. Que me curou, me trouxe de volta á vida, deu um novo sentido a minha existência, agora entendo que não são mais apenas sentimentos de amizade que sinto por ela. Mas ao mesmo tempo em que compreendia que meu coração bate de uma forma diferente por ela, também não sei oque fazer, oque pensar disso tudo.
Eu só sei que ela é tudo pra mim, sem ela não posso existir. E sem ela eu não sou nada. Se existe um Deus, peço que me ajude a entender e oque fazer quanto a esses sentimentos que em mim acabaram de nascer, me ajude a entender esse amor.
Sim, amor. Amor como nunca senti antes, amor tão grande e intenso que ainda não conhecia. Nem mesmo sabia que era possível sentir um amor tão potente, está além da compreensão humana. Digo até que esse amor está além da vida...
PDV ALICE
Em toda a minha vida eu já havia visto de tudo, conhecido todo o tipo de gente... mas nunca poderia existir alguém como ele...
Emmett, meu querido primo ou como o apelidei agora de santo casamenteiro.
Desde que ele me ligou e me contou a história de Bella e de Carlisle, venho pensando em várias maneiras de ajudá-lo. Segundo Emmett eles estão apaixonados um pelo outro e ainda não sabem.
Mas aí eu me pergunto: como pode eles não saberem disso?
Claro, eu entendo oque ele me disse sobre os anos de sofrimento de Carlisle, e confesso que já amo a Bella por ser essa pessoa maravilhosa que aceitou ajudá-lo com esse dom incrível que ela tem. Eu sempre considerei a psicologia um verdadeiro dom, não apenas uma profissão.
Sei que Bella e eu seremos boas amigas, vamos sim nos dar muito bem. Eu amo demais meu primo e essa atitude nobre dele me fez crer que seu plano irá dar certo, e para isso não pouparei esforços. Vou fazer até o impossível pra que eles fiquem juntos. Carlisle merece ser feliz outra vez, é um bom homem e sempre me cortou o coração saber de sua depressão. Um homem tão jovem ainda, com um coração de ouro precisava mesmo de alguém como Bella.
Ainda estou olhando para as fotos de Bella e Carlisle que Emmett me mandou por e-mail. Eles fazem um casal lindo, se combinam tanto...
Cheguei ontem em Londres, Emmett foi me buscar no aeroporto e me trouxe para meu apartamento, onde já deixei tudo arrumado, descansei e agora estou me arrumando para finalmente conhecer pessoalmente aqueles que em breve serão os noivos mais lindos que já vi.
Sim, porque eu não descansarei enquanto não estar junto de Bella, minha nova melhor amiga, planejando o casamento mais lindo de toda a história.
Ou não me chamo Alice Brandon!
PDV EDWARD MASEN
Como posso ter sido tão burro, tão idiota?
Me envolver com Tanya foi a pior merda que fiz na vida!
Um homem pode ser um tanto burro quando está necessitando de sexo.
Já faz um tempo que percebi que gosto dela... Não de Tanya, essa foi apenas a mulher que satisfazia minha luxúria. Não havia nada nela que me atraía além de seu corpo. Ela é uma mulher fútil, que só se preocupa consigo mesma. É sempre tão desagradável estar com ela. Nem mesmo o sexo com ela me satisfaz mais.
Cada vez que estou com uma mulher, seja ela qual for,é apenas nela que consigo pensar.
Por isso terminei minha relação com Tanya, e assumi pra mim mesmo oque a muito tempo tento disfarçar, tento sufocar dentro de mim. Meu amor por ela, por Isabella.
Minha ex namorada linda, maravilhosa, que terminou comigo há mais de dois anos porque não conseguia estar intimamente comigo.
Naquela época eu não sabia de meu amor por ela, na verdade eu jamais entendi muito de amor. Eu sempre gostei muito dela, sempre tive muito carinho por ela. Amava sua companhia. Bella é muito divertida, meiga, inteligente, interessante, gentil, doce... além de ser uma mulher lindíssima, muito atraente, do tipo que enlouquece um homem apenas por vê-la.
Ela é a mulher mais perfeita do mundo pra mim.
E eu sempre senti desejo por ela, tanto que chegava a doer. E mesmo que naquela época eu não sabia que a amava, eu nunca quis apenas ter sexo com ela, tanto que jamais chegamos ás vias de fato. Sempre respeitei Bella, sempre entendi que ela esperava se entregar apenas a um homem, e admirava muito isso nela, mais uma prova de seu imenso caráter. Mas para mim era muito difícil suportar o desejo consumidor que sentia por ela. Eu nunca a traí, apesar de tudo sou contra traição, e Bella achou melhor terminar tudo.
Eu fiquei muito triste, muito mal mesmo com o término de nosso namoro, mas ao mesmo tempo me sentia ressentido. Por ela eu esperei durante nossos dois anos de namoro, jamais me relacionei com mulher alguma nesse período. Me privei de ter sexo por todo esse tempo.
Bella e eu tínhamos nossos momentos íntimos, sempre fazíamos carícias mais ousadas para aplacar um pouco do desejo que sentíamos. Por muitas vezes Bella me levou á loucura com seus toques, seus beijos. Não havia sexo em si, pois não havia penetração, mas de outras formas eu dava prazer a ela e ela a mim.
Cada um desses momentos foi especial e muito intenso pra mim. Mesmo Bella dizendo que ainda não havia encontrado o amor de sua vida, eu sei que ela sentia algo por mim.
Mas eu sei que a amo, sinto a falta dela a cada segundo de minha vida. Sei que sou um estúpido, deveria ter lutado por ela, deveria ter dado tudo de mim pra fazê-la se apaixonar por mim. Talvez faltou apenas isso pra que ela me amasse. Torná-la importante pra mim, deixá-la saber de meus sentimentos.
E eu só percebi agora, agora que já se passou tanto tempo, que eu não sei como está sua vida, se ela está feliz com alguém...
Mas nem mesmo isso me fará desistir de correr atrás dela.
Eu ainda tenho esperanças que ela esteja só, que seu príncipe ainda não exista pra ela. Preciso apenas de uma chance pra mostrar a ela o quanto podemos ser felizes, o quanto a amo e a quero de volta.
Nem que seja no fim do mundo, nem que seja a última coisa que eu faça nessa vida eu terei essa mulher de volta, e desta vez vou conquistar o seu amor.
Peguei o celular e na agenda ainda tinha o antigo número de sua casa. Não importa oque eu tenha que fazer, eu com certeza vou voltar para os Estados Unidos. Vou deixar meu trabalho e voltar para casa. Hoje mesmo resolverei tudo, irei embora de Londres o mais rápido possível. Por Bella, pelo meu amor.
Disquei o número selecionado e tocou três vezes antes de atenderem.
– Alô? - uma voz masculina que eu conhecia muito bem perguntou.
– Sr. Cullen, como vai? Aqui é Edward Masen. Preciso falar com a Bella, ela se encontra?
– Oh, Edward como vai? Há muito tempo que não nos falamos.
– Estou bem Sr. Marcus, e sim já faz tempo. Bella está?
– Não Edward, minha filha não está.
– Ela vai demorar pra chegar? Eu tenho uma coisa muito importante pra falar com ela.
– Querido, eu sinto muito mas Bella não está morando aqui. Bella saiu do país já tem alguns meses.
E eu fiquei paralisado. Como assim Bella não está na America? Onde ela está então?
– E onde ela está? Onde posso encontrá-la Sr. Cullen? Me diga por favor!
Capítulo 12.
PDV EMMETT
Cara, finalmente Alice chegou, pensei que ia ficar louco com a espera.
Ontem busquei ela no aeroporto e por Deus, como eu estava com saudade dessa anã fashion. Alice parece até uma Barbie, dessas cheia de frescura. Mas eu amo essa anãzinha de qualquer jeito, mesmo louca do jeito que ela é. E que ela não saiba que eu a chamo de anã ou levo um chute bem lá... onde ela pode alcançar.
Brincadeiras á parte, hoje é o dia que ela finalmente vai conhecer Bella. Comuniquei ao Carlisle que minha prima estava vindo me visitar e ele como sempre tão gentil disse que ela poderia ficar a vontade e vir sempre que quiser.
Agora estou aqui, suando como um porco de tão ansioso que estou. Quero que tudo seja como planejamos, Bella vai conhecê-la e elas precisam ficar amigas.
Me lembro do dia que levei Bella e Carlisle ao parque, sabia que aquilo faria bem a ele, só não imaginei que seria tanto...
Que Bella é apaixonada por ele eu já sabia, mas a cena que vi quando cheguei lá para buscá-los... aquilo foi romance puro, parecia até cena de filme. Eles lá, encostados no carro, Carlisle segurando o rosto de Bella, seu nariz tocando o dela, parecia até que ia beijá-la. E Bella com os olhos brilhando, recebendo as carícias de Carlisle com a expressão mais apaixonada que já vi alguém fazer. Foi difícil me controlar, pois eu quase chorei. O amor que eu senti que os rodeava era quase visível... de longe qualquer um diria que era um casal se beijando.
E em todo o caminho de volta eles não se desgrudaram. Bella segurava a mão dele, lhe tocava no rosto, sorria e ele correspondia.
Sim, sem dúvida os dois se amam, e eles precisam enxergar isso. Sem poder me conter, assim que estacionei na garagem esperei eles entrarem e quando Bella ia passando, coloquei disfarçadamente em sua mão um bilhete que havia escrito. Ela me olhou confusa mas foi sutil.
(Flash Back On)
No horário combinado Bella estava no jardim me esperando.
– Boa noite Emmett.
– Boa noite Bells, que bom que veio.
– Você disse que era é importante, e estou preocupada. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
– Sim Bella, aconteceu.
– Oh meu Deus, fala logo de uma vez Emm.
– Bella eu sei de tudo.
– Tudo oque? - ela ergueu uma sobrancelha, parecia confusa.
– Bella, sei que você está apaixonada pelo Carlisle.
Ela levou um tempo para absorver mas logo ela suspirou e vi que lágrimas caíam por seu rosto.
– Não Belinha, não chora. Vem cá. - e eu a abracei e ela me abraçou forte enquanto eu a acalmava.
Nos sentamos em um banco e quando ela ficou mais calma continuamos.
– Bella, não fique assim.
– Mas Emm, você percebeu... e eu não quero que ele saiba, ninguém pode saber disso.
– Mas por que não? Bella, o amor é tudo de mais lindo que uma pessoa pode ter na vida.
– Mas eu não posso Emmett, você não vê? Ele é meu amigo, acabou de se curar de uma depressão, de um grande trauma. Ele sempre vai amar a esposa dele, nunca vai se apaixonar por alguém... ele não quer isso.
– Você pode estar enganada Bella, eu sei oque digo e eu nunca vi Carlisle tão feliz. Nem mesmo com a Esme. Você nunca se perguntou se ele pode sentir o mesmo por você?
– Claro que não, isso é impossível Emmett. Eu nunca vou esquecê-lo nem deixar de amá-lo, mas não quero alimentar falsas esperanças.
– Só quero que saiba Bella que pode contar comigo para tudo. Quero te ajudar e sei que um dia você vai ver que tenho razão, você e Carlisle foram feitos um para o outro, por mais que agora pareça impossível, nunca desista desse amor Bells, jamais fuja dele. E não deixe nunca ninguém ocupar o lugar dele em seu coração. Eu sei que Carlisle te ama também, ele só não sabe ainda.
– Por favor Emmett, não diz isso. Já é bem difícil pra mim... Mas em parte você tem razão, eu jamais serei capaz de amar outro homem.
– Bella, no tempo certo eu sei que as coisas vão acontecer. Eu tenho fé, ainda verei você feliz ao lado dele pode acreditar.
– Só por um milagre Emm. Mas por favor, me prometa que não vai dizer nada a ninguém...
– Não se preocupe, seu segredo está seguro. Mas posso pedir uma coisa?
– Claro que pode.
– Me convida pra ser o padrinho? - e ela riu.
Continuamos conversando por um tempo, eu pude sentir que ela estava mais leve por conseguir desabafar comigo, ela sabe que pode confiar em mim. E apesar dessa pouca fé dela, garanto que ela vai se lembrar dessa nossa conversa no futuro.
(Flash Back Off)
Perdido em meus pensamentos não percebi quando a campainha tocou, só sei que olhei para a porta de entrada da casa e vi uma Alice sorridente entrando enquanto Helga a cumprimentava e Carlisle se levantava do sofá para recebê-la, olhei para as escadas e vi Bella descendo. Foi automático. Bella e Alice se olharam e abriram um enorme sorriso uma para a outra.
Isso seria mais promissor do que imaginei. Mais do que ajudar em nosso plano, a amizade delas iria fazê-las muito feliz.
PDV BELLA
Após aquele dia no parque as coisas estão diferentes. Eu me sinto cada vez mais apaixonada por Carlisle, estamos cada vez mais próximos e passamos a sair com mais frequência.
Agora sim eu posso dizer que ele está bem, feliz outra vez. E eu nem preciso dizer o quanto isso me faz feliz. Acho que o amor é isso mesmo, ver o outro feliz nos faz feliz, o sorriso dele faz meu coração disparar. É muito bom vê-lo bem.
Notei que ele também parece se alegrar quando me vê sorrir. Estamos saindo quase todos os dias. Carl comentou comigo que sentia falta disso, de sair, de dirigir. Acabei descobrindo que ele é apaixonado por carros e que tem uma coleção deles, todos carros muito velozes e muito caros.
Há alguns dias ele me levou pra um passeio em um carro chamado Aston Martin Vanquish, eu não entendo nada disso mas reconheço que é um belo carro, e muito veloz. Fomos jantar em um restaurante e foi impressionante o tanto de pessoas que grudaram os olhos no carro, eu me senti muito estranha com isso, não gosto de chamar a atenção, ainda que não fosse eu e sim o carro, as pessoas ficavam olhando para nós. Carlisle como sempre ficou tranquilo e pegou minha mão me levando pra dentro do restaurante simplesmente ignorando o bando de curiosos.
Assim tem sido nossa rotina, restaurantes, parques, cinema, os principais pontos turísticos da cidade, museus... Enfim, sempre que tenho um tempo livre da faculdade Carlisle e eu saímos.
Isso tem nos deixado cada vez mais íntimos, sabemos cada vez mais um do outro, e todos estão notando isso. Helga todos os dias me pergunta sobre nosso dia e é incrível o entusiasmo de Carlisle ao descrevê-los para ela. Emmett já é um pouco mais... complicado.
Ele acabou descobrindo meu amor por Carlisle e em uma noite ele me chamou pra conversar no jardim. Eu acabei desabafando com ele pois sei que nele tenho um amigo de verdade, chego a sentir por ele amor como se fossemos irmãos. Ele me prometeu que manteria o segredo e eu confio plenamente nele. Mas ele parece otimista demais em achar que um dia Carlisle irá me amar também e que ficaremos juntos.
Eu jamais tivera essa esperança, tal pretensão. Mas não vou negar que este é meu grande sonho, ser amada pelo homem que amo, construir uma vida com ele. Mas já me conformei em amá-lo em silêncio, eternamente em silêncio. Pois como disse ao Emmett, jamais serei capaz de amar alguém além dele, e se não for com ele, não vale a pena com mais ninguém.
Fiquei sabendo que hoje teremos uma visita para o jantar. É uma moça que é prima do Emmett e estava longe e veio vê-lo, agora que Carlisle gosta de pessoas por perto vai ser bom ter mais alguém para conversar.
Ouvi a campainha tocando, já estava pronta então resolvi descer para conhecê-la logo, segundo Emmett é uma moça bem alegre e extrovertida. Da escada eu a vi, Helga a recebia na entrada e Carlisle e Emmett se levantaram do sofá sorrindo para ela, mas a atenção dela estava em mim, eu senti isso.
Assim que nossos olhares se encontraram um enorme sorriso brotou no meu rosto, e ela espelhou minhas ações. Ela era encantadora. Baixinha e magra, mas muito bonita, seus cabelos pretos e curtos apontando para todos os lados em um repicado muito moderno, seu rosto pequeno e delicado me lembrava uma fada, dessas de contos dos livros, vestida elegantemente com roupas de grife, mas ao mesmo tempo pareciam discretas. Senti uma energia muito agradável e especial em torno dela. Eu a amei na hora em que a vi.
Lentamente eu terminei de descer as escadas e fui até Carlisle parando a seu lado. A moça caminhou até nós com um braço envolta de Helga que pude notar estava completamente encantada por ela assim como todos ali na sala.
Emmett sorria largamente e a fadinha finalmente falou.
– Olá, boa noite a todos. - e todos nós respondemos sorrindo.
– Pessoal, - disse Emmett e se aproximou dela a abraçando e continuou. - Carlisle, Bella e Helga, esta é Alice Brandon minha prima.
Ela sorriu ainda mais e o abraçou. Carlisle foi o primeiro a falar.
– Seja muito bem vinda Alice, é um grande prazer conhecê-la e tê-la conosco esta noite. - e ele foi até ela surpreendendo a todos nós e a abraçou. Ela parecia surpresa mas retribuiu o abraço.
– Obrigada Sr. Cullen, o prazer é meu. - e ela sorriu.
– Por favor Alice, me chame de Carlisle. - Carl pediu e ela sorriu ainda mais.
– Ok, Carlisle. Obrigada.
Carlisle veio andando em minha direção e pegou em minha mão depositando nela um beijo leve, sorriu pra mim e nos apresentou.
– Alice, esta é uma pessoa muito especial para todos nós, esta é Isabella, faz parte de nossa família além de ser um anjo em minha vida. - eu o olhei e seus olhos brilhavam enquanto falava.
Sem cerimônias Alice veio até mim e me surpreendeu. Ela me olhou por um instante e logo depois me abraçou. Eu a abracei de volta e senti um enorme carinho por ela, me sentia tão bem.
– Bella, é muito bom finalmente conhecê-la. Sei que seremos grandes amigas.
Ela me disse isso parecendo tão segura que só a ideia de ter sua amizade me fez sorrir também.
– É bom conhecer você também Alice, e quero de verdade que sejamos amigas.
Ela sorriu e piscou pra mim, Emmett e Carlisle se juntaram a nós e todos começamos uma conversa agradável.
Alice contou um pouco de sua vida e seus planos. Ela morava em Londres mas passou uma temporada em outra cidade e agora estava de volta para fazer um curso de moda. Contou algumas coisas sobre Emmett o deixando corado e arrancando muitas risadas de nós.
Notei que em alguns momentos ela observava Carlisle e depois a mim, olhava e sorria quando via minha mão e a dele entrelaçadas pra logo depois trocar um olhar disfarçado com Emmett. Mas eu notei.
O jantar foi mesmo muito bom, Carlisle conversou bastante com ela e pediu que ela sempre viesse nos visitar. Trocamos telefone e Alice prometeu combinar alguma coisa para o fim de semana, onde sairíamos todos juntos.
Conversamos ainda por um bom tempo até que ela resolveu que era hora de ir, mas prometeu voltar no dia seguinte, ela queria me levar até seu apartamento pra um dia só de garotas e eu aceitei.
Nos despedimos e ela se foi.
Senti que esse era o começo de uma grande amizade, era impossível alguém não se encantar com essa baixinha que segundo Emmett era uma força fantástica da natureza.
PDV CARLISLE
Os dias tem se passado muito rápidos agora. Antes parecia que o tempo estava parado, quando se está sofrendo isso parece mais lento. Mas agora, que me sinto feliz é que percebo quão rápido a vida passa por nós.
Desde que descobri meus verdadeiros sentimentos por Bella está mais difícil me controlar. As vezes tenho vontade de falar disso com ela, mas aí percebo que posso perdê-la, que posso afastá-la de mim e nunca mais a ver.
Ela sempre demonstrou sua amizade e seu carinho por mim, e ela pensa que é assim que eu me sinto também, por isso jamais irei dizer a ela que a amo como mulher, que a desejo...
Agora entendo quando ela disse que o homem que ela ama não pode saber para que ela não o perca, não se distancie dela. É melhor amar em silêncio do que ver a pessoa partir. Ela é proibida pra mim.
Ao menos estou feliz por ter sua companhia, por sempre estarmos juntos, seja em casa ou passeando. Sim, agora que me sinto um homem novamente estou aproveitando como posso essa segunda chance que a vida me deu e estou fazendo isso com Bella, a pessoa que mais me importa neste mundo.
As vezes as pessoas que estão a nossa volta podem pensar que somos um casal, pois sempre saímos juntos e agimos como dois namorados. Na verdade eu bem que gostaria disso, mas apenas me atenho em ser carinhoso e gentil com Bella, apenas com minha amizade.
Mas cada vez que a toco, que nos abraçamos eu perco o controle e em minha mente imagens surgem... Imagens de uma bela mulher vestida de branco, segurando um buquê de flores, caminhando em minha direção com um sorriso lindo, olhar apaixonado. Bella, minha Bella se tornando minha esposa, declarando todo seu amor por mim assim como eu a ela, depois as imagens mudam. Nós dois em uma cama, deitados e sem roupa alguma, nos amando intensamente, nos tornando um só. Eu sendo o homem que a faria mulher, a faria minha, apenas minha para sempre.
Nosso cheiro se misturando, nossas bocas coladas, os únicos sons presentes são as batidas de nossos corações, nossos corpos se movendo e se chocando um no outro, nossos gemidos abafados pelo beijo... e sua doce voz dizendo que me ama, gritando meu nome enquanto juntos explodimos em um misto de amor e prazer, que são sentidos até em nossa alma.
É assim que amo Bella, com paixão e loucura.
Nunca pensei que sentiria isso outra vez, mas por Bella eu sinto. Essa mulher tão doce e perfeita, linda e muito atraente despertou em mim todos os sentidos que eu havia enterrado. Amor, paixão, desejo, luxúria...
Todas as noites em minha cama, eu queimo por essa mulher... todos os sonhos que tenho me fazem acordar completamente encharcado de suor, e muito quente... além de ser difícil controlar ou mesmo disfarçar minha ereção que sempre se torna tão pronunciada.
Bella não apenas me curou e me trouxe de volta a vida, ela também despertou meus desejos, ela me fez ser um homem novamente, em todos os sentidos da palavra. Me sinto cada vez mais vivo, e a cada segundo, cada vez mais em chamas por ela.
Mas deve até ser pecado ter esses pensamentos... esses sonhos e desejos por uma mulher como Bella, tão pura e tão inocente.
Mas agora é tarde demais, é tarde porque esse amor é imenso, esse amor é único, esse amor é pra toda a vida. Vou amá-la até que meu coração pare de bater, e com certeza até depois. E já que nunca vou poder consumar esse amor e meus desejos com ela, me permito apenas sonhar... e pensar mais e mais em minha doce Bella.
Capítulo 13.
PDV ALICE
Emmett tinha razão. Só de olhar para Carlisle e Bella notamos o imenso amor que um sente pelo outro. Isso está nítido no modo em que eles se olham, em como Carlisle é sensível e delicado quando se refere a Bella, e quando ele a toca, eles sempre estão de mãos dadas, o sorriso meigo que eles trocam... é de encher os olhos da gente. Um amor tão puro e lindo assim como o deles é cada vez mais raro de encontrar por aí.
Conhecer Bella foi um acontecimento a parte. Eu adorei ela, no segundo em que a vi. Emmett já havia me mostrado uma foto dela por e mail, mas não era tão boa, pois ele mesmo que tirou com o celular dele e foi escondido, mas pessoalmente ela é ainda mais bonita, tão doce e gentil, e me parece ser muito divertida, apesar de sua postura séria de psicóloga. Ela é uma moça adorável. Senti por ela um carinho imenso e sei que fui correspondida por ela, como eu disse seremos melhores amigas.
O jantar na casa de Carlisle me permitiu confirmar tudo oque Emmett me disse, e mais, analisando a história e tudo oque eu vi eu sei oque está impedindo Carlisle e Bella de ficar juntos. É muito simples, ele a ama mas está assustado porque pensou que jamais amaria alguém além de sua falecida esposa, além disso ele acha que Bella só o ama como um amigo e por isso não se declara, pois tem medo que ela se afaste dele. E Bella é mais ou menos o mesmo. Ela o ama e tem medo de dizer a ele e ficar sem sua amizade, mas também tem mais alguma coisa que não consegui entender... Ah, é claro. Emmett me disse que Bella ainda é virgem, que em toda a sua vida só teve um namorado e terminou porque ela não conseguia... bom, enfim, Bella não sabe oque fazer pra seduzir um homem, e por isso se sente insegura além de querer esconder seu amor.
Ah minha amiga, eu já sei oque fazer. Primeiro vamos ás compras, é claro. E depois vou te dar umas dicas, nada muito escancarado, tenho que ser sutil, dar umas indiretas... Quero ver Carlisle resistir a isso.
Bella é uma mulher bonita, só precisa tomar consciência disso. Vou ajudar ela a ser mais ousada, mas sem ser vulgar é claro, Carlisle vai surtar quando ver oque eu estou preparando para a Belinha, ele a ama e precisa ver oque está perdendo. Tendo um mulherão daquele morando em sua casa, como ele se sentiria ao vê-la vestida com uma camisola sexy e muito sedutora, toda trabalhada em renda francesa? Não há homem que resista. Pois bem, ele precisa de um incentivo? Pode deixar que eu vou dar vários a ele.
Carlisle Cullen que me aguarde, Bella vai deixar ele louquinho.
Eu ainda serei a madrinha do casamento deles, marque minhas palavras!
PDV BELLA
– Bom dia Carlisle. Como você está hoje? - eu perguntei me aproximando dele e dando um beijo em sua bochecha.
– Bom dia minha querida, estou muito bem e você? - ele respondeu me abraçando.
– Estou bem, dormi bastante, sinto que descansei bem.
– As coisas na faculdade tem sobrecarregado você? - ele perguntou enquanto eu me sentava ao seu lado no sofá.
– Não, não. Está tudo ótimo, bem tranquilo na verdade.
– Que bom, as vezes me preocupo com isso, sei como é difícil ter tanto oque estudar. - percebi sua voz triste.
– Carl, me diz uma coisa. Você já sentiu vontade de retomar sua carreira... de médico? - ele pareceu surpreso mas sorriu ao responder.
– Penso nisso sempre Bella, a medicina sempre foi minha vocação, poder ajudar as pessoas... salvar vidas, isso me fazia muito feliz.
– E oque exatamente te impede de voltar a exercer?
– Em partes, o tempo que passou. Posso não ter me esquecido de absolutamente nada, mas já são quase sete anos parado, a medicina tem evoluído rapidamente e eu estou desatualizado, além da questão da prática. Pra eu voltar, teria que ir a faculdade de novo e iniciar uma especialização além de um curso de atualização, e depois me tornar um interno novamente para depois ser um residente. Enfim, não sei quanto tempo levaria pra ser como era antes, se é que um dia poderia...
– Mas não valeria a pena? Assim como você fez em sua vida, pode recomeçar com sua profissão também. Eu sei que você é capaz, e sei o quanto isso te faria feliz. Carl, nunca é tarde pra recomeçar.
– Você Bella, tem uma fé em mim que eu sequer consigo imaginar como é possível. Mais uma vez eu repito, não sei oque seria de mim sem você. - ele me disse enquanto segurava minha mão e sorria de lado.
– Carl, eu só quero que seja feliz entende? Te ver bem me faz bem, te ver sorrir me faz sorrir... e se ser um médico é oque te falta pra sua felicidade ser completa, saiba que eu estarei aqui pra te apoiar sempre, por toda a minha vida se for preciso. - e mais uma vez ele me surpreendeu.
– Bella, não vou negar que ser médico é um sonho que realizei e que depois eu matei. E sei que posso voltar a ser, na verdade sempre acreditei que nossa vocação nunca nos deixa, uma vez médico, para sempre médico. E agradeço muito por me apoiar, eu sei que posso contar com você assim como você pode contar comigo, mas em questão de felicidade, tudo oque preciso pra ser feliz é ter você... é ter sua amizade e seu carinho Bella, nada no mundo vale mais pra mim do que você, o resto é só um bônus.
Lágrimas rolavam por meu rosto, me senti tão emocionada com suas palavras, tocou tão profundamente em mim que de alguma forma eu podia sentir algo muito mais forte além de suas palavras, como se ele quisesse me dizer algo e não conseguisse. Sem saber oque fazer eu apenas o abracei.
Ele me abraçou e eu fiquei um tempo ali, a deitada em seu peito, ouvindo o som mais significativo do mundo pra mim... seu coração.
Após um tempo, depois de trocar mais algumas palavras com Carlisle, Emmett entrou na sala me lembrando que Alice viria me buscar pra sairmos juntas. Carlisle ficou feliz que eu tenha encontrado uma amiga. Claro que eu ficaria muito mais feliz em sair com ele como sempre fazemos, mas também concordo que uma companhia feminina estava me fazendo falta. Helga é um amor, mas não se interessa pelas mesmas coisas que eu, Emmett é como um irmão além de ser meu confidente, e Carlisle também precisa de um programa só para homens. Por isso hoje eu vou sair com Alice e ele vai com Emmett a um jogo de basebol.
Tudo combinado, me arrumei e fiquei na sala esperando Alice. Carlisle ficou comigo na sala enquanto Emmett se arrumava.
Assim que Alice chegou me despedi deles, Carlisle me abraçou forte e beijou minha testa, pediu a Alice que cuidasse bem de mim, e assim eles se foram e nós duas também em seguida.
Alice dirigia um Porshe Turbo amarelo, no rádio uma música animada, era incrível como era natural estar ao lado dela.
Conversamos bastante durante todo o caminho e finalmente chegamos ao shopping. Emmett me avisou que tivesse cuidado com Alice, ela é uma dessas compradoras compulsivas. Mas por mim tudo bem, não sou nenhuma fanática como ela mas também gosto de compras. E estou precisando na verdade, estamos no outono, as temperaturas aqui são mais amenas, com dias de sol mas não são tão quentes e as vezes faz um frio terrível. Preciso de algumas roupas mais resistentes ao frio.
– Bella estou tão feliz que tenha aceitado vir ao shopping comigo amiga, finalmente encontrei uma parceira de compras. - Alice dizia enquanto estávamos no provador de uma loja.
– Eu também estou feliz Alice, obrigada por me convidar.
– Não precisa agradecer, faremos isso sempre a partir de agora. A propósito, queria te pedir uma coisa.
– Pode pedir oque quiser Alice, se eu puder te ajudar...
– Pode sim, não é nada demais na verdade. Bella, eu me matriculei em mais um curso de moda, e na verdade eu sou muito viciada nisso, então estive pensando, você poderia ser tipo uma modelo pra mim.
– O que? Como assim Alice, eu não acho que eu sirva pra isso, eu...
– Bella, relaxa. Eu só preciso que você me deixe opinar sobre suas roupas, eu preciso praticar, criar combinações, então você pode me dizer oque você aprova, sendo assim estará me ajudando muito.
– Bom, se é só isso fique a vontade Alice. Aceito suas sugestões e deixo você ser minha estilista particular. - eu disse sorrindo e ela sorriu ainda mais.
– Ah, obrigada Belinha. Juro que você não vai se arrepender. Vamos começar com isso já!
E assim Alice foi me sugerindo roupas, desaprovando outras. Ela tinha um dom incrível, fez várias combinações que eu adorei. Escolhemos tudo de mais elegante e moderno ao mesmo tempo, roupas confortáveis, Alice variou nas cores e modelos. Não só em roupas mas em sapatos e acessórios também. Não vou negar, a baixinha me deixou com muito mais estilo. Eu adorei.
Mesmo na parte que ela me deixou um pouco constrangida me fazendo provar algumas lingeries ousadas além de pijamas e camisolas. Era tudo tão lindo não posso negar, mas era sensual demais, e eu não via sentido nisso, pois eu não tenho ninguém para seduzir. Quando eu disse isso ela pareceu meio estranha, e disse que não acredita que uma mulher bonita como eu não tem nenhum admirador, e que era pra eu aceitar e usar sempre essas camisolas elegantes e sexys, mesmo se for pra ninguém ver que seja pra eu mesma me sentir bem, mais bonita. Eu não discuti e acabei aceitando, ela tinha lá um pouco de razão, era hora de sofisticar um pouco.
Passei um dia maravilhoso com Alice, compramos muita coisa, muita coisa mesmo, mas no final eu adorei estava mesmo precisando. Nós almoçamos juntas e no final da tarde já estávamos em seu apartamento. Era muito bonito, bem decorado e bastante espaçoso.
Em uma de nossas conversas soube que ele era solteira e que havia terminado um namoro de 1 ano com um francês lindo, ela me mostrou muitas fotos deles juntos em Paris e em vários outros lugares.
Disse que agora estava a fim de curtir a vida, estudar e finalmente abrir sua própria casa de moda. Ela me mostrou alguns desenhos, ela desenhava muito bem e as roupas que ela cria são incríveis, lindas demais. Eu até tive uma ideia, poderia ser sócia dela, não que eu entenda dessas coisas, mas poderia ajudá-la, investir nesse sonho dela. Ela é muito talentosa e sei que ela fará um grande sucesso. Além de que, isso poderia ser mais um motivo para minha permanência em Londres. Eu não quero me afastar de Carl mesmo quando minha especialização acabar eu não vou conseguir voltar para Nova Iorque e deixá-lo aqui, não mesmo. Já estava pensando em procurar um apartamento pra eu morar, e me candidatar em um hospital de Londres que é especializado em Psicologia e Psiquiatria. Isso seria ótimo pra mim, para minha carreira. Não poderia ficar morando a vida toda na casa do Carlisle mas ainda assim estaríamos bem próximos, poderia vê-lo todos os dias...
Enfim, eu ainda pensaria um pouco mais antes de falar com Alice e tomar decisões.
Cheguei em casa um pouco exausta, Emmett tem razão, Alice é uma força maluca da natureza.
Tomei um longo banho que me relaxou, Helga esteve no meu quarto a alguns minutos enquanto eu terminava de secar meus cabelos pra avisar que Carlisle e Emmett já chegaram. Vesti uma roupa leve, hoje não fazia muito frio, um vestido azul na altura dos joelhos, com mangas longas, uma sandália de salto baixo mas muito bonita, dica de Alice. Fiz uma maquiagem leve, meus cabelos estavam soltos e bem lisos, usei meu perfume favorito. Alice mais uma vez tinha razão. Mesmo que eu não tenha alguém para seduzir, eu não podia andar por aí de qualquer jeito, ainda mais quando moro na mesma casa que o homem que amo, e mesmo que ele só me veja como um amiga, não custa nada estar bonita pra ele, e dessa parte Alice não precisa saber.
Desci para a sala de jantar, Emmett veio me abraçar como sempre me tirando do chão me fazendo ficar corada, Carlisle veio em seguida. Muito lindo e com seu delicioso perfume que me deixa tonta e ardendo por ele.
assim que Helga estava servindo o jantar a campainha tocou. Todos pensamos ser Alice, e seria ótimo ter sua companhia para o jantar, Helga foi até a porta para atender enquanto nós esperávamos.
Ela voltou uns minutos depois e veio em minha direção.
– Srta. Bella, você tem visita te esperando na sala. - ela disse meio desconfiada.
– É a Alice Helga, peça para ela vir jantar conosco. - foi Carlisle quem respondeu.
– Não senhor, não é a menina Alice, é um rapaz.
– Quem pode ser? Eu não conheço ninguém além da Alice.
– Ele disse que é um amigo seu Bella.
– Talvez seja alguém da faculdade Bella. - Carlisle disse meio curioso.
– Impossível Carl, ninguém sabe onde estou morando, além do mais eu não conheço nenhum rapaz da faculdade.
Minha mente girava tentando descobrir quem era. E só tinha um jeito, eu tinha que ir até a sala. Me levantei e segui para lá, percebi que Emmett e Carlisle vieram comigo.
Quando cheguei lá meu coração quase parou com a surpresa.
Parado no meio da sala estava ele... já fazia um tempo que não o via mas reconheceria esse homem a quilômetros de distâncias.Tão bonito como na última vez que nos vimos, Edward Masen, meu ex namorado agora estava a minha frente, sorrindo pra mim e com os olhos brilhando como jamais percebi antes.
Ele sorriu pra mim e veio em minha direção. Carlisle e Emmett estavam paralisados, assim como eu.
– Bella. - Edward disse e sua voz tão familiar me despertou do transe.
– Edward. - eu disse em apenas um fio de voz, minhas pernas estavam moles, meu coração batia rápido demais, não por outro motivo além da surpresa de vê-lo aqui.
– Bella, minha Bella... finalmente te encontrei. - e sem um aviso ele se aproximou mais, olhou em meus olhos enquanto sorria e me abraçou. Na verdade ele praticamente se jogou em mim com tamanho desespero que não tive outra opção senão retribuir seu abraço.
Todos naquela sala não entendiam oque estava acontecendo, e na verdade eu mesma não sabia dizer como me sentia nesse momento.
Edward, Edward Masen veio me procurar em Londres. Oque ele pretendia? E que história é essa de "Minha Bella"?
Capítulo 14.
PDV CARLISLE
Se me dissessem que um dia eu estaria sorrindo novamente, eu diria ser impossível, um engano, uma mentira. Mas é isso oque está acontecendo comigo desde que a vi pela primeira vez. Só sua presença, sua companhia tem sido o bastante para preencher todo o vazio que sentia. Bella tem sido uma amiga excelente, alguém que ganhou minha confiança e que em tão pouco tempo conquistou meu coração.
O seu jeito tão simples de viver. A forma suave, prática e alegre que ela vê a vida. Quem a vê não imagina oque ela já passou, o sofrimento e a dor que já viveu. Ela exala confiança, otimismo, alegria... não pensei que um dia conheceria alguém tão incrível como Bella.
O seu jeito tão simples de viver. A forma suave, prática e alegre que ela vê a vida. Quem a vê não imagina oque ela já passou, o sofrimento e a dor que já viveu. Ela exala confiança, otimismo, alegria... não pensei que um dia conheceria alguém tão incrível como Bella.
A cada dia nos aproximamos mais, e eu mesmo estava impressionado em como eu permitia essa aproximação. Na verdade, eu ansiava por sua presença. Quando ela estava na faculdade a casa parecia vazia, fria e triste, exatamente como era antes de sua chegada. Mas quando ela voltava, parece até que o Sol nascia dentro da casa, e iluminava tudo... todo o meu ser, trazendo cor e vida a tudo que antes eram trevas.
Eu tinha certeza que nossa amizade seria pra toda a vida. Assim como meu amor por ela.
Eu estou muito feliz por Bella, ela fez uma nova amiga. Acho que ela estava mesmo precisando de uma companhia feminina, alguém da sua idade, com quem ela poderia se distrair e fazer essas coisas que as mulheres adoram.
Eu tinha certeza que nossa amizade seria pra toda a vida. Assim como meu amor por ela.
Eu estou muito feliz por Bella, ela fez uma nova amiga. Acho que ela estava mesmo precisando de uma companhia feminina, alguém da sua idade, com quem ela poderia se distrair e fazer essas coisas que as mulheres adoram.
Sem dúvida Alice, prima de Emmett fazia muito bem a Bella. Ela é uma jovem muito animada e contagia a todos nós. Bella e Alice se deram muito bem desde o minuto em que se conheceram, era muito bom vê-las assim, saindo, se divertindo juntas, Bella precisa mesmo de uma distração tão divertida quanto a Alice. Ficar apenas estudando em casa ou na faculdade pode enlouquecer qualquer um, sei bem como é.
Falando nisso,hoje mesmo Bella e eu tivemos uma conversa que me intrigou bastante. Eu deixei transparecer a ela a minha vontade de voltar a minha profissão, ser novamente o Dr. Cullen que fui um dia. Não posso mentir pra mim mesmo, ser médico sempre foi meu maior sonho, pelo qual lutei muito, dediquei muitos anos de minha vida até alcançá-lo. Desde que me formei e comecei a exercer a medicina é que me senti verdadeiramente completo comigo mesmo. A medicina faz parte de mim, esteve presente em minha vida desde que nasci. Meu pai também era médico, era cardiologista, o melhor da Inglaterra. Ele sempre sonhou que os filhos seguissem a carreira mas nunca impôs isso a nós, ele nos deixou escolher. Eu segui por vocação, por paixão. Marcus, meu querido irmão nunca se interessou. O grande talento dele é com os números, é administrando as empresas da família. Ele é realmente bom no que faz e isso me permitiu ter toda a confiança de deixá-lo administrando todo o meu patrimônio. E tenho vivido tranquilo em relação a isso e assim desejo continuar.
Falando nisso,hoje mesmo Bella e eu tivemos uma conversa que me intrigou bastante. Eu deixei transparecer a ela a minha vontade de voltar a minha profissão, ser novamente o Dr. Cullen que fui um dia. Não posso mentir pra mim mesmo, ser médico sempre foi meu maior sonho, pelo qual lutei muito, dediquei muitos anos de minha vida até alcançá-lo. Desde que me formei e comecei a exercer a medicina é que me senti verdadeiramente completo comigo mesmo. A medicina faz parte de mim, esteve presente em minha vida desde que nasci. Meu pai também era médico, era cardiologista, o melhor da Inglaterra. Ele sempre sonhou que os filhos seguissem a carreira mas nunca impôs isso a nós, ele nos deixou escolher. Eu segui por vocação, por paixão. Marcus, meu querido irmão nunca se interessou. O grande talento dele é com os números, é administrando as empresas da família. Ele é realmente bom no que faz e isso me permitiu ter toda a confiança de deixá-lo administrando todo o meu patrimônio. E tenho vivido tranquilo em relação a isso e assim desejo continuar.
Eu estou mesmo cogitando a ideia de voltar a exercer minha profissão, e é claro que Bella tem me ajudado nisso. Ela me incentiva, me apoia, me dá ânimo, Bella é mesmo maravilhosa. Sei que posso tê-la ao meu lado em mais este momento de minha vida. Não será um caminho fácil de percorrer, afinal já tem muitos anos que deixei minha carreira de lado, mas como Bella disse uma vez médico, sempre médico! E ela está certa, terei de voltar a faculdade e me atualizar, estudar e treinar bastante para adquirir prática outra vez e assim voltar a exercer. Não me esqueci de nada é claro, mas a medicina avança muito a cada ano, e ser médico significa estudar sempre, é um aprendizado eterno.
Assim que eu tomar a decisão vou me matricular na universidade, como já sou formado será tudo mais simples, e não direi nada a Bella, será uma surpresa para ela. E além disso, será dedicado a ela.
Assim que eu tomar a decisão vou me matricular na universidade, como já sou formado será tudo mais simples, e não direi nada a Bella, será uma surpresa para ela. E além disso, será dedicado a ela.
Aproveitando que Bella foi se divertir com Alice nas compras, Emmett e eu saímos para ver um jogo de basebol. Somos fanáticos pelo esporte e por aqui é tão raro os times se interessarem, e já que hoje surgiu a oportunidade não podemos desperdiçar.
Me diverti muito com Emmett como há muito tempo não fazíamos, um programa só de homens, mas confesso que senti saudade de Bella em cada momento que estive fora de casa. Era a primeira vez que saía sem ela, na verdade sei que precisava disso, ainda mais agora que finalmente tenho autonomia para isso, mas sinto a falta dela onde quer que eu olhe. Estar com ela me deixa feliz, leve, em paz.
Me diverti muito com Emmett como há muito tempo não fazíamos, um programa só de homens, mas confesso que senti saudade de Bella em cada momento que estive fora de casa. Era a primeira vez que saía sem ela, na verdade sei que precisava disso, ainda mais agora que finalmente tenho autonomia para isso, mas sinto a falta dela onde quer que eu olhe. Estar com ela me deixa feliz, leve, em paz.
– Carlisle, você sabia que na próxima sexta é aniversário da Bella? - a voz de Emmett me trouxe de volta ao campo.
– Eu não sabia disso Emmett, quando foi que ela disse isso a você? - será que ela esqueceu de me dizer?
– Ela não disse, eu descobri sozinho. - e ele estava com um sorrisinho de quem aprontou alguma.
– Te conhecendo como conheço, diria que você bisbilhotou. - eu concluí enquanto nós dois comíamos nossos hot-dogs.
– Você acha mesmo que eu não daria um jeito de descobrir? - ele disse rindo. - Eu olhei isso no cartão de faculdade da Bella. - ele enfim confessou.
– Deveria te dar uma bronca se não estivesse tão agradecido com você Emmett.
– Qual é, você teria feito o mesmo. - e ele tinha razão.
– Bom, então em uma semana será o aniversário de Bella, oque você sugere? Já tem um plano?
– Na verdade tenho, vamos comemorar é claro, mas de duas formas.
– Me explique. - eu pedi.
– Bem, Alice quer fazer uma festinha surpresa pra ela, nada exagerado já que Bella é discreta, Alice descobriu com Helga qual é o bolo favorito de Bella e que ela adora brigadeiros. Alice vai providenciar tudo além da decoração, essas coisas de mulher.
– Eu gostei muito da ideia, diga a Alice pra deixar tudo muito bonito para a Bella, ela merece.
– Certo, então na sexta enquanto Bella está na faculdade ela providencia tudo e quando eu chegar com Bella a surpresa estará pronta. Sei que ela vai adorar.
– Combinado então, mas e quanto a outra forma de comemorar? Qual é? - eu estava mesmo curioso com isso.
– Oh, certo. Dessa aqui você vai gostar. Então, você vai levar a Bella pra jantar, só vocês dois. - ele disse isso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Mas Emmett, eu sempre faço isso com Bella, e é o aniversário de dela, não seria melhor irmos todos juntos? Acho que ela gostaria disso.
– Acredite em mim, ela vai ficar muito feliz se vocês forem juntos. - e aí eu notei que ele escondia algo.
– Emmett, pode falar, seja oque for eu sei que você quer me dizer algo, vá em frente.
– Carlisle, eu não escondo nada, só acho que Bella prefere sua companhia, e será bom pra vocês, sei que você é a pessoa mais importante do mundo para Bella e ela é pra você.
– Sei disso, mas acho que você está querendo dizer outra coisa.
– Eu já disse, mas se me permiti vou lhe dar um conselho. Preste mais atenção ao que acontece ao seu redor Carlisle, principalmente com Bella.
– Não estou te entendendo Emmett seja mais claro por favor.
– Só oque posso dizer é que quando a vida nos oferece uma segunda chance, quando ela nos traz alguém especial devemos deixar essa pessoa saber o quanto ela é importante pra nós, o quanto a amamos. Lute por aquilo que você mais ama e deseja Carlisle, como você bem sabe a vida passa rápido demais, não perca tempo pra não acabar perdendo essa chance.
– Eu... bem, eu não... - não consegui ir adiante pois suas palavras me pegaram de surpresa.
– Não precisa dizer nada, só quero que saiba que estou do seu lado, se precisar de mim estarei sempre pronto a te ajudar. Oque for, quando for. Mas tem coisas que você precisa ver sozinho, descobrir por si mesmo e acima de tudo, você tem que agir. E rápido Carlisle.
– Emmett, já entendi oque você quer dizer com isso, e agradeço muito por me oferecer seu apoio, sei que sempre posso contar com você assim como você pode contar comigo. Mas existem coisas realmente complicadas que me impedem de fazer oque quero.
– Carlisle, a vida é complicada, mas as vezes somos nós mesmos que pioramos tudo. Não tenha medo cara, vá atrás de sua felicidade. Ela literalmente bateu á sua porta, aceite e seja feliz. Faça a Bella feliz. - e agora eu tinha certeza, ele sabe de meu amor por Bella.
– Eu não sabia disso Emmett, quando foi que ela disse isso a você? - será que ela esqueceu de me dizer?
– Ela não disse, eu descobri sozinho. - e ele estava com um sorrisinho de quem aprontou alguma.
– Te conhecendo como conheço, diria que você bisbilhotou. - eu concluí enquanto nós dois comíamos nossos hot-dogs.
– Você acha mesmo que eu não daria um jeito de descobrir? - ele disse rindo. - Eu olhei isso no cartão de faculdade da Bella. - ele enfim confessou.
– Deveria te dar uma bronca se não estivesse tão agradecido com você Emmett.
– Qual é, você teria feito o mesmo. - e ele tinha razão.
– Bom, então em uma semana será o aniversário de Bella, oque você sugere? Já tem um plano?
– Na verdade tenho, vamos comemorar é claro, mas de duas formas.
– Me explique. - eu pedi.
– Bem, Alice quer fazer uma festinha surpresa pra ela, nada exagerado já que Bella é discreta, Alice descobriu com Helga qual é o bolo favorito de Bella e que ela adora brigadeiros. Alice vai providenciar tudo além da decoração, essas coisas de mulher.
– Eu gostei muito da ideia, diga a Alice pra deixar tudo muito bonito para a Bella, ela merece.
– Certo, então na sexta enquanto Bella está na faculdade ela providencia tudo e quando eu chegar com Bella a surpresa estará pronta. Sei que ela vai adorar.
– Combinado então, mas e quanto a outra forma de comemorar? Qual é? - eu estava mesmo curioso com isso.
– Oh, certo. Dessa aqui você vai gostar. Então, você vai levar a Bella pra jantar, só vocês dois. - ele disse isso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Mas Emmett, eu sempre faço isso com Bella, e é o aniversário de dela, não seria melhor irmos todos juntos? Acho que ela gostaria disso.
– Acredite em mim, ela vai ficar muito feliz se vocês forem juntos. - e aí eu notei que ele escondia algo.
– Emmett, pode falar, seja oque for eu sei que você quer me dizer algo, vá em frente.
– Carlisle, eu não escondo nada, só acho que Bella prefere sua companhia, e será bom pra vocês, sei que você é a pessoa mais importante do mundo para Bella e ela é pra você.
– Sei disso, mas acho que você está querendo dizer outra coisa.
– Eu já disse, mas se me permiti vou lhe dar um conselho. Preste mais atenção ao que acontece ao seu redor Carlisle, principalmente com Bella.
– Não estou te entendendo Emmett seja mais claro por favor.
– Só oque posso dizer é que quando a vida nos oferece uma segunda chance, quando ela nos traz alguém especial devemos deixar essa pessoa saber o quanto ela é importante pra nós, o quanto a amamos. Lute por aquilo que você mais ama e deseja Carlisle, como você bem sabe a vida passa rápido demais, não perca tempo pra não acabar perdendo essa chance.
– Eu... bem, eu não... - não consegui ir adiante pois suas palavras me pegaram de surpresa.
– Não precisa dizer nada, só quero que saiba que estou do seu lado, se precisar de mim estarei sempre pronto a te ajudar. Oque for, quando for. Mas tem coisas que você precisa ver sozinho, descobrir por si mesmo e acima de tudo, você tem que agir. E rápido Carlisle.
– Emmett, já entendi oque você quer dizer com isso, e agradeço muito por me oferecer seu apoio, sei que sempre posso contar com você assim como você pode contar comigo. Mas existem coisas realmente complicadas que me impedem de fazer oque quero.
– Carlisle, a vida é complicada, mas as vezes somos nós mesmos que pioramos tudo. Não tenha medo cara, vá atrás de sua felicidade. Ela literalmente bateu á sua porta, aceite e seja feliz. Faça a Bella feliz. - e agora eu tinha certeza, ele sabe de meu amor por Bella.
Eu apenas decidi não dizer nada e encerrar essa conversa. Por mais razão que ele tenha eu ainda não me sinto preparado pra falar disso com ninguém, nem sei como ele descobriu isso. Emmett mostrou ser uma pessoa bastante perceptiva. E eu queria muito acreditar no otimismo dele, também queria ter esperanças que Bella e eu pudéssemos ficar juntos, mas aí já é loucura.
Em que planeta uma moça linda, maravilhosa, talentosa, doce e meiga como Bella poderia se apaixonar por mim? Um simples viúvo solitário e um recente ex deprimido? Claro que isso não é possível, Bella merece alguém melhor que eu, merece um bom homem, jovem e mais bonito que não tenha um passado tão triste, ela merece ser feliz, muito feliz. E nunca vou dizer que me apaixonei por ela, não quero que ela se afaste, não quero que ela vá para longe de mim antes da hora. Vou fazer oque fiz até agora, amá-la em silêncio.
Em que planeta uma moça linda, maravilhosa, talentosa, doce e meiga como Bella poderia se apaixonar por mim? Um simples viúvo solitário e um recente ex deprimido? Claro que isso não é possível, Bella merece alguém melhor que eu, merece um bom homem, jovem e mais bonito que não tenha um passado tão triste, ela merece ser feliz, muito feliz. E nunca vou dizer que me apaixonei por ela, não quero que ela se afaste, não quero que ela vá para longe de mim antes da hora. Vou fazer oque fiz até agora, amá-la em silêncio.
Mas essa ideia de Emmett até que é boa. Em seu aniversário vou levar Bella para jantar, vou escolher o melhor restaurante da cidade e é claro que darei um lindo presente á Bella, algo que ela possa sempre usar e se lembrar de mim. Será um símbolo de meu amor secreto por ela, algo que faça ela sentir que estou com ela mesmo quando ela já estiver longe de mim.
Voltamos para casa no fim da tarde, o dia com Emmett foi bom, me diverti muito com ele gritando palavrões durante os jogos de basebol que assistimos. Era bom ter a companhia dele, mesmo na hora em que ele me deixou constrangido ao demonstrar que sabe meu segredo. Mas sei que posso confiar nele, em meu irmão mais novo.
– Boa tarde menino Carlisle, como foi seu dia? - Helga sempre simpática perguntou quando entramos em casa.
– Foi muito bom Helga, obrigado. Me diverti muito com Emmett. Como está tudo por aqui?
– Está tudo muito bem, Bella chegou há pouco e subiu para tomar um banho, depois de se arrumar ela descerá para o jantar.
– Certo, eu farei o mesmo. Vou tomar um banho e já volto. Nos vemos no jantar.
E assim eu fiz. Entrei em meu quarto e separei minha roupa e logo fui para o banho. Eu fiquei por um longo tempo relembrando toda a minha conversa com Emmett. Por mais difícil que seja, admito que ele está certo. Eu deveria dizer a Bella que a amo, que me apaixonei por ela. Mas o medo que sinto dela partir é sufocante. E ao mesmo tempo é tão difícil controlar o desejo por ela, a vontade que tenho de tê-la em meus braços, de beijá-la, tocá-la e fazer amor com ela. Só de imaginar já fico louco, e muito, muito duro. Não consigo controlar minha excitação, ao menos quando estou com ela tenho mais forças para disfarçar mas aqui, sozinho no banho, nu e tão excitado que chega a doer, não acho que consiga. É claro que estou lutando muito comigo mesmo para não fazer oque estou prestes a fazer, mas ao mesmo tempo eu preciso... sinto tanto desejo por Bella, desejo este que não chega nem perto de nada que eu já tenha sentido antes, nada se compara a isso. A fome que tenho de seu belo corpo, assim como o amor que sinto por ela, é grande demais. Logo as imagens tomaram minha mente levando embora meu autocontrole.
Bella vestindo nada mais que uma camisola transparente muito sexy e uma minúscula calcinha. Deitada em minha cama me chamando, seus olhos ardendo de desejo assim como os meus. Me aproximo dela e lentamente vou despindo seu corpo a deixando totalmente nua pra mim, ela fica ainda mais linda corada, ela então agarra meus cabelos e me beija... um beijo quente e doce que me deixa louco apenas de imaginar o gosto, sua língua encontrando a minha. Enquanto acaricio todo o seu corpo e beijo cada parte dele, ela me enlouquece ainda mais com seus gemidos e sua voz carregada de luxúria me pede para tomá-la, fazê-la minha.
Voltamos para casa no fim da tarde, o dia com Emmett foi bom, me diverti muito com ele gritando palavrões durante os jogos de basebol que assistimos. Era bom ter a companhia dele, mesmo na hora em que ele me deixou constrangido ao demonstrar que sabe meu segredo. Mas sei que posso confiar nele, em meu irmão mais novo.
– Boa tarde menino Carlisle, como foi seu dia? - Helga sempre simpática perguntou quando entramos em casa.
– Foi muito bom Helga, obrigado. Me diverti muito com Emmett. Como está tudo por aqui?
– Está tudo muito bem, Bella chegou há pouco e subiu para tomar um banho, depois de se arrumar ela descerá para o jantar.
– Certo, eu farei o mesmo. Vou tomar um banho e já volto. Nos vemos no jantar.
E assim eu fiz. Entrei em meu quarto e separei minha roupa e logo fui para o banho. Eu fiquei por um longo tempo relembrando toda a minha conversa com Emmett. Por mais difícil que seja, admito que ele está certo. Eu deveria dizer a Bella que a amo, que me apaixonei por ela. Mas o medo que sinto dela partir é sufocante. E ao mesmo tempo é tão difícil controlar o desejo por ela, a vontade que tenho de tê-la em meus braços, de beijá-la, tocá-la e fazer amor com ela. Só de imaginar já fico louco, e muito, muito duro. Não consigo controlar minha excitação, ao menos quando estou com ela tenho mais forças para disfarçar mas aqui, sozinho no banho, nu e tão excitado que chega a doer, não acho que consiga. É claro que estou lutando muito comigo mesmo para não fazer oque estou prestes a fazer, mas ao mesmo tempo eu preciso... sinto tanto desejo por Bella, desejo este que não chega nem perto de nada que eu já tenha sentido antes, nada se compara a isso. A fome que tenho de seu belo corpo, assim como o amor que sinto por ela, é grande demais. Logo as imagens tomaram minha mente levando embora meu autocontrole.
Bella vestindo nada mais que uma camisola transparente muito sexy e uma minúscula calcinha. Deitada em minha cama me chamando, seus olhos ardendo de desejo assim como os meus. Me aproximo dela e lentamente vou despindo seu corpo a deixando totalmente nua pra mim, ela fica ainda mais linda corada, ela então agarra meus cabelos e me beija... um beijo quente e doce que me deixa louco apenas de imaginar o gosto, sua língua encontrando a minha. Enquanto acaricio todo o seu corpo e beijo cada parte dele, ela me enlouquece ainda mais com seus gemidos e sua voz carregada de luxúria me pede para tomá-la, fazê-la minha.
Eu a deito na cama e levo minha mão até a sua entrada que está muito molhada e convidativa. Ela está pronta pra mim. As imagens agora parecem mais reais, e sem poder aguentar mais eu me entrego e deixo esse desejo avassalador me consumir. Levo minha mão ao meu membro dolorido de tão duro que está e começo a massageá-lo, solto um gemido rouco que estava preso e me permito apenas desfrutar das sensações que a muito tempo estavam enterradas em mim. Em meus pensamentos, me deito por cima de Bella e a invado finalmente fazendo dela minha mulher. Estar dentro dela é o paraíso em pleno inferno. Tão quente, molhada e apertada. Em um ritmo alucinante fazemos amor, Bella geme e grita meu nome enquanto juntos alcançamos um orgasmo intenso. Voltando a realidade, minha mão se torna mais urgente nos movimentos em meu membro e um prazer insano toma conta de mim enquanto chamando o nome dela me derramo no chão do banheiro. As ondas de prazer ainda demoram para deixar meu corpo que ainda está trêmulo. Se apenas pensar em Bella me sinto assim, imagino como seria se verdadeiramente a possuísse.
Agora, mais controlado termino meu banho e minha consciência me acusa da loucura que fiz. Me toquei pensando em Bella. Eu simplesmente não pude evitar, está cada dia mais difícil controlar minha mente, meu desejo por ela.
Melhor afastar esses pensamentos por hora, tenho que me encontrar com Bella no jantar e já vai ser constrangedor o suficiente olhar pra ela depois de ter... melhor ir logo.
Terminei de me arrumar e saí do quarto, quando cheguei na sala Bella estava com Emmett que a erguia do chão em um abraço. Fui até ela também a abraçando, sentindo seu perfume doce e inebriante.
Melhor afastar esses pensamentos por hora, tenho que me encontrar com Bella no jantar e já vai ser constrangedor o suficiente olhar pra ela depois de ter... melhor ir logo.
Terminei de me arrumar e saí do quarto, quando cheguei na sala Bella estava com Emmett que a erguia do chão em um abraço. Fui até ela também a abraçando, sentindo seu perfume doce e inebriante.
Fomos juntos para a sala de jantar, enquanto conversávamos animados ouvimos a campainha tocar, Helga foi atender, e todos já sabíamos quem era, Alice com certeza.
Helga voltou um minuto depois e parecia nervosa e então ela chamou Bella.
– Srta. Bella, você tem visita te esperando na sala.
– É a Alice Helga, peça para ela vir jantar conosco. - eu disse sorrindo pra ela.
– Não senhor, não é a menina Alice, é um rapaz. - e agora eu fiquei confuso, quem é e oque quer com Bella?
– Quem pode ser? Eu não conheço ninguém além da Alice. - Bella parecia mesmo não saber quem era.
– Ele disse que é um amigo seu Bella.
– Talvez seja alguém da faculdade Bella. - isso me pareceu a única explicação lógica.
– Impossível Carl, ninguém sabe onde estou morando, além do mais eu não conheço nenhum rapaz da faculdade. - mas quem será então?
Bella saiu da mesa e foi até a sala, eu a segui e Emmett imitou meu gesto, estava claro que não deixaríamos Bella sozinha com um desconhecido.
Quando chegamos lá vi um rapaz alto um tanto nervoso parado no meio da sala olhando para o chão. Assim que notou nossa presença ele reagiu e seus olhos se prenderam em Bella. Por um minuto eu senti medo, e depois eu apenas confirmei esse medo quando ele sorriu para ela, e cravando seus olhos nela que parece até que ele não enxergava mais nada além de Bella.
– Bella. - o homem disse e estava claro a emoção em sua voz.
– Edward. - Bella sussurrou e senti ela ficar tensa, seu rosto estava pálido, ela parecia muito surpresa em ver esse tal Edward.
O rapaz de repente caminhou até Bella, todos nós apenas olhamos a cena que mais parecia a de um filme.
– Bella, minha Bella... finalmente te encontrei. - ele disse isso com lágrimas nos olhos e em um movimento rápido ele a abraçou, parecia desesperado mas não mais que eu. Ele a chamou de "minha Bella" e isso foi como uma facada em meu coração.
Bella retribuiu o abraço parecendo tímida e até desconfortável, e eu não consegui conter a onda de raiva e ciúmes que me invadiu.
Helga olhava para Emmett, que olhava pra mim, que não conseguia tirar os olhos da cena á minha frente. Estava claro pra mim, esse rapaz está apaixonado por Bella e não veio aqui a toa. Ele está disposto a levá-la daqui, esse Edward veio tomar a Bella de mim.
Um desespero tomou conta de mim, maior do que tudo oque já senti na vida. O medo de perdê-la fazia todas as células do meu corpo arder e em meu interior eu estava queimando.
Helga voltou um minuto depois e parecia nervosa e então ela chamou Bella.
– Srta. Bella, você tem visita te esperando na sala.
– É a Alice Helga, peça para ela vir jantar conosco. - eu disse sorrindo pra ela.
– Não senhor, não é a menina Alice, é um rapaz. - e agora eu fiquei confuso, quem é e oque quer com Bella?
– Quem pode ser? Eu não conheço ninguém além da Alice. - Bella parecia mesmo não saber quem era.
– Ele disse que é um amigo seu Bella.
– Talvez seja alguém da faculdade Bella. - isso me pareceu a única explicação lógica.
– Impossível Carl, ninguém sabe onde estou morando, além do mais eu não conheço nenhum rapaz da faculdade. - mas quem será então?
Bella saiu da mesa e foi até a sala, eu a segui e Emmett imitou meu gesto, estava claro que não deixaríamos Bella sozinha com um desconhecido.
Quando chegamos lá vi um rapaz alto um tanto nervoso parado no meio da sala olhando para o chão. Assim que notou nossa presença ele reagiu e seus olhos se prenderam em Bella. Por um minuto eu senti medo, e depois eu apenas confirmei esse medo quando ele sorriu para ela, e cravando seus olhos nela que parece até que ele não enxergava mais nada além de Bella.
– Bella. - o homem disse e estava claro a emoção em sua voz.
– Edward. - Bella sussurrou e senti ela ficar tensa, seu rosto estava pálido, ela parecia muito surpresa em ver esse tal Edward.
O rapaz de repente caminhou até Bella, todos nós apenas olhamos a cena que mais parecia a de um filme.
– Bella, minha Bella... finalmente te encontrei. - ele disse isso com lágrimas nos olhos e em um movimento rápido ele a abraçou, parecia desesperado mas não mais que eu. Ele a chamou de "minha Bella" e isso foi como uma facada em meu coração.
Bella retribuiu o abraço parecendo tímida e até desconfortável, e eu não consegui conter a onda de raiva e ciúmes que me invadiu.
Helga olhava para Emmett, que olhava pra mim, que não conseguia tirar os olhos da cena á minha frente. Estava claro pra mim, esse rapaz está apaixonado por Bella e não veio aqui a toa. Ele está disposto a levá-la daqui, esse Edward veio tomar a Bella de mim.
Um desespero tomou conta de mim, maior do que tudo oque já senti na vida. O medo de perdê-la fazia todas as células do meu corpo arder e em meu interior eu estava queimando.
Não posso, eu simplesmente não vou permitir que me tirem tudo de melhor que me aconteceu na vida, que me tomem o amor da mulher da minha vida, ainda que Bella não sinta o mesmo não posso deixar que esse cara a leve daqui, não o conheço mas já o odeio e não confio nada nele, e jamais permitirei que façam mal a minha Bella. Sim, minha Bella e não dele.
PDV EMMETT
Cara, é mesmo muito azar isso tudo. Logo agora que confirmei que o Carlisle também ama a Bella e que Alice e eu começamos a colocar nossos planos em ação, esse cara tem que aparecer aqui pra estragar tudo.
Esse tal Edward, o ex da Bella. Quando o vi olhando pra ela como se ela fosse algo de comer, minha vontade foi afundar a cara dele com umas boas porradas. Não que eu seja um cara violento, mas tipo, eu me valorizo sabe, e meus músculos e força não me decepcionam.
Esse cara não devia ter o mínimo de noção do perigo, pois estou aqui encarando ele com um olhar assassino e tudo oque ele faz é continuar agarrado á Bella. Mas bem pior está o Carlisle, ele está em tempo de voar nele e arrancar a Bella dos braços dele. O ciúmes que sinto vir do Carlisle é algo muito poderoso, e isso é bom, pode me ser muito útil, mais um item para meus planos, Alice vai gostar disso.
Após longos minutos, Bella reagiu finalmente.
– Edward, eu... oque está fazendo aqui? Como foi que me encontrou?
O sujeito se afastou um pouco dela e alisou seus cabelos, Carlisle ficou ainda mais nervoso.
– Bella, eu liguei para a sua casa e falei com seu pai, queria muito te ver, eu iria imediatamente mas ele me disse que você não estava e que se mudou. Então pra minha surpresa ele disse que você estava morando com seu tio em Londres, pois estava fazendo uma especialização em Oxford. Bella, estava mais perto de você do que podia imaginar, moro em Londres também há um ano e meio. Seu pai me deu o endereço e aqui estou. Não sabe como senti saudades, como estava ansioso em vê-la.
Bella arregalou os olhos e ficou visivelmente alterada, mas logo relaxou.
Carlisle até então mudo e calado saiu de seu lugar e foi até eles.
– Boa noite rapaz, creio que está ansioso para nos conhecer também. - sua voz era fria e em tom de sarcasmo.
– Boa noite rapaz, creio que está ansioso para nos conhecer também. - sua voz era fria e em tom de sarcasmo.
– Oh, é claro que sim, perdoem a falta de educação, mas é que quando vi a Bella, tudo ao redor desapareceu. - ele disse e Carlisle quase que rosnou.
– Muito bem então. Sou Carlisle Cullen, e estes são Helga e Emmett. - ele disse e meio que a contra gosto estendeu a mão para cumprimentá-lo. Ele pegou a mão de Carlisle que por sua vez apertou com firmeza.
– Muito prazer em conhecê-lo, sou Edward Masen. - ele soltou a mão de Carlisle e foi até Helga cumprimentando-a. Quando ele veio até mim... ah, mas agora ele vai sentir a potência desses músculos.
–Prazer, sou Emmett. - e ele pegou minha mão na maior inocência. Senti ele ficar rígido quando apertei e ouvi alguns estalos de seus dedos, ele se sobressaltou e eu sorri satisfeito, resolvi largar a mão dele antes que ele fizesse xixi no meio da sala e Helga ia me bater por isso.
– O prazer é todo meu Edward, Bella nunca nos disse nada sobre você. - é claro que eu ia provocar.
– O prazer é todo meu Edward, Bella nunca nos disse nada sobre você. - é claro que eu ia provocar.
– Bem é que já faz um bom tempo que não nos vemos.
Ele parecia sem graça e ficou ainda mais quando ele voltou sua atenção pra Bella e a viu abraçada em Carlisle. Na verdade eu muito me surpreendi com a forma que ele a abraçava. Ele estava abraçando a Bella por trás, suas mãos possessivamente seguravam sua cintura e as mãos de Bella estavam sobre as dele. Notei que Carlisle sorria satisfeito quando Bella acariciava suas mãos.
O tal Edward também notou e isso foi demais, ponto para o Carlisle!
O tal Edward também notou e isso foi demais, ponto para o Carlisle!
– Edward, se você veio até aqui creio que além de me ver você tem algo a me dizer e que é importante. - Bella perguntou a ele que fuzilava Carlisle nesse momento.
– Sim querida, preciso mesmo conversar com você, é muito importante oque tenho a dizer, e não pode ser aqui. Então eu vou deixar meu endereço e telefone, também quero te convidar pra ir á minha casa, sei lá podemos jantar e então conversamos.
– Tudo bem, eu aceito. Estou curiosa, preocupada até.
– Não se preocupe, não é nada ruim Bella. Então, podemos ir na próxima sexta, terei uns dias cheios no trabalho mas na sexta estou livre e... - ele foi interrompido bruscamente.
– Na sexta não. - Carlisle disse alterado, até eu me assustei. Bella se virou ficando de frente pra ele.
– Carl, está tudo bem? - ela disse segurando o rosto dele entre as mãos, parecia preocupada.
– Está tudo bem sim meu anjo, é só que... bem, ouvi Alice dizer que precisaria de você nesse dia e acho que era algo importante pra ela. Depois você conversa com ela.
– Certo, Edward pode ser no próximo sábado então? Eu também tenho uma semana cheia na faculdade então será melhor me desocupar antes. Assim dá tempo pra você também.
– Pra mim está ótimo Bella, no próximo sábado eu venho buscar você, me liga pra combinarmos melhor.
– Pode deixar, eu ligo sim.
O cara começou a andar em direção a ela e Carlisle a abraçou mais forte.
– Foi muito bom ver você Bella, nos vemos em breve.
– Foi bom te ver também Edward. Até breve.
E com muito esforço Bella conseguiu que Carlisle a libertasse de seus braços e Edward a abraçou e beijou os cabelos dela. Carlisle o fuzilou com os olhos.
– Obrigada por me receber Sr. Cullen.
– Me chame de Carlisle, Edward. Não precisa de formalidades.
– Claro, como quiser. Obrigado e boa noite a todos. Até mais Bella.
E ele se foi com Helga na frente que abriu a porta para ele.
– Sim querida, preciso mesmo conversar com você, é muito importante oque tenho a dizer, e não pode ser aqui. Então eu vou deixar meu endereço e telefone, também quero te convidar pra ir á minha casa, sei lá podemos jantar e então conversamos.
– Tudo bem, eu aceito. Estou curiosa, preocupada até.
– Não se preocupe, não é nada ruim Bella. Então, podemos ir na próxima sexta, terei uns dias cheios no trabalho mas na sexta estou livre e... - ele foi interrompido bruscamente.
– Na sexta não. - Carlisle disse alterado, até eu me assustei. Bella se virou ficando de frente pra ele.
– Carl, está tudo bem? - ela disse segurando o rosto dele entre as mãos, parecia preocupada.
– Está tudo bem sim meu anjo, é só que... bem, ouvi Alice dizer que precisaria de você nesse dia e acho que era algo importante pra ela. Depois você conversa com ela.
– Certo, Edward pode ser no próximo sábado então? Eu também tenho uma semana cheia na faculdade então será melhor me desocupar antes. Assim dá tempo pra você também.
– Pra mim está ótimo Bella, no próximo sábado eu venho buscar você, me liga pra combinarmos melhor.
– Pode deixar, eu ligo sim.
O cara começou a andar em direção a ela e Carlisle a abraçou mais forte.
– Foi muito bom ver você Bella, nos vemos em breve.
– Foi bom te ver também Edward. Até breve.
E com muito esforço Bella conseguiu que Carlisle a libertasse de seus braços e Edward a abraçou e beijou os cabelos dela. Carlisle o fuzilou com os olhos.
– Obrigada por me receber Sr. Cullen.
– Me chame de Carlisle, Edward. Não precisa de formalidades.
– Claro, como quiser. Obrigado e boa noite a todos. Até mais Bella.
E ele se foi com Helga na frente que abriu a porta para ele.
Eu pensei que Carlisle ia relaxar quando o cara fosse embora, mas pra minha total surpresa ele ficou ainda mais nervoso. Bella também percebeu a forma que ele tremia e foi até ele que se sentou no sofá.
– Carl, você tá bem? Meu Deus você tá tremendo, oque você tá sentindo?
– Estou bem meu anjo. Não se preocupe. Vou para o meu quarto, estou com um pouco de dor de cabeça. Vou tomar um comprimido e me deitar, isso logo passa.
– Mas você ainda não jantou...
– Não estou com fome mesmo, quando eu me sentir melhor eu venho comer alguma coisa. Ficarei bem, mas vocês podem ir jantar. Nos vemos depois.
– Me prometa que se precisar de qualquer coisa você me chama?
– Sim Bella, mas estou bem. Só preciso dormir um pouco.
Ele se levantou e Bella estava transtornada. Assim como eu ela não aceitava essa explicação dele. Carlisle deu um beijo em Bella, nos desejou boa noite e subiu para seu quarto.
– Carl, você tá bem? Meu Deus você tá tremendo, oque você tá sentindo?
– Estou bem meu anjo. Não se preocupe. Vou para o meu quarto, estou com um pouco de dor de cabeça. Vou tomar um comprimido e me deitar, isso logo passa.
– Mas você ainda não jantou...
– Não estou com fome mesmo, quando eu me sentir melhor eu venho comer alguma coisa. Ficarei bem, mas vocês podem ir jantar. Nos vemos depois.
– Me prometa que se precisar de qualquer coisa você me chama?
– Sim Bella, mas estou bem. Só preciso dormir um pouco.
Ele se levantou e Bella estava transtornada. Assim como eu ela não aceitava essa explicação dele. Carlisle deu um beijo em Bella, nos desejou boa noite e subiu para seu quarto.
No fim das contas nenhum de nós conseguiu jantar direito, predemos a fome e pior, Bella estava tão triste e nervosa. Eu sabia oque era, ela tinha medo de uma recaída de Carlisle.
Bella se retirou da mesa se despediu de nós e foi para o seu quarto.
Bella se retirou da mesa se despediu de nós e foi para o seu quarto.
E eu vou ligar para Alice, ela precisa saber oque aconteceu, precisamos agir e rápido!
